O mundo do trabalho segue em plena transformação. Tudo o que conhecemos no âmbito profissional tende a se desmanchar no ar enquanto novas profissões entram em cena, em virtude da 4ª Revolução Industrial.

Entretanto, na contramão desse novo cenário, milhares de jovens brasileiros estão investindo recursos em um ensino desconectado a essa realidade.

Sem educação

Não é de hoje que o ensino público no Brasil vem sofrendo duras críticas. As alegações são diversas e incluem a baixa qualidade, verbas mal empreendidas, boa parte do professorado desatualizado e, no geral, um sistema burocrático e em descompasso às urgências empresariais.

Já em relação ao ensino particular, o aluno se transformou em cliente e, portanto, tem suas demandas atendidas e respeitadas conforme o capital.

Todos os anos, esses jovens graduados são jogados aos leões do mercado de trabalho sem a mínima preparação para atender necessidades básicas organizacionais, pois manter um diploma universitário não faz de ninguém um bom candidato a uma vaga profissional.  Isso significa que muitos jornalistas não dominem a língua portuguesa, outros tantos engenheiros não saibam resolver cálculos matemáticos e assim se segue em outras carreiras.

Jovens e desempregados

Completando o panorama, os jovens são os que mais sofrem para conquistar e manter um emprego. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os brasileiros na faixa dos 18 aos 24 anos, o número de desempregados alcança mais de 20%, pois são os primeiros a serem eliminados quando a situação aperta no trabalho.

Sem espaço no mercado

Já as empresas em tempos parcos e de forte concorrência optam por solução de curto prazo, contratando profissionais qualificados, deixando de lado investimentos em desenvolvimento de pessoas, programas de estágios e de trainees, que têm retorno ao médio prazo.

Resumindo: tanto a escola pública quanto a privada fingem que ensinam e o aluno finge que aprende. O tempo de formação acadêmica não acompanha o ritmo acelerado do mercado. E as empresas não têm tempo e nem dinheiro para prepararem a nova geração, já que correm o risco de perderem competitividade e sucumbirem. E agora?

Bem, não há mais tempo a perder! Portanto, a busca pelo conhecimento e aprendizado deve ser de responsabilidade do estudante e transpor os muros das faculdades. A internet é uma ótima ferramenta, viabilizando os estudos de várias formas. Estude, pesquise, aprenda!

Procurar estágio não remunerado é uma boa saída para quem quer melhorar a qualificação e ficar próximo ao mercado de trabalho, e lembre-se: o seu futuro depende de você não delegue isso a ninguém, acabou o recreio!

Cristina Monte
Cristina Monte é jornalista, especialista em Comunicação Empresarial (Cásper Líbero), Responsabilidade Social (FUCAPI) e em Divulgação Científica em Saúde na Amazônia (FIOCRUZ-AM). Além disso, Cristina é graduada em História pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É articulista-convidada e colunista da Coluna Mai$ Negócio$, do Jornal do Commercio e apresenta as notícias da Coluna no AmazonPlay TV Digital. Atualmente, além dos projetos mencionados, a jornalista atua como assessora de Imprensa, palestrante e estuda o curso de Coaching.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui