Startup cria proteína feita com o uso de energia renovável, convertendo elementos do ar em um produto comestível e nutritivo

Usando abordagem da Nasa, empresa anunciou ter sintetizado elementos do ar e criado uma proteína alimentícia (Foto: Divulgação/Air Protein)

“Pastel de vento” é uma expressão bastante usada para descrever aquele salgado frito que, ao ser mordido, traz a desilusão de ter pouco ou nenhum recheio. Ou ser “rechado de ar”. Mas a depender do que afirmam os representantes da startup AirProtein, essa expressão poderá não ser mais tão absurda. A empresa garante ser a criadora da primeira “proteína à base de ar”, que pode ser uma alternativa até mesmo para a “carne” vegana.

A ideia foi inspirada por uma abordagem feita pela Agência Espacial Norte-americana (Nasa), que busca produzir alimentos para longas viagens espaciais com recursos limitados. A AirProtein afirma ter sintetizado componentes do ar para produzir substitutos de carne. Para isso, usaram micróbios especiais chamados de hidrogenotróficos, que agiriam de forma semelhante à das plantas para converter dióxido de carbono em alimento e energia.

A produção usa bem menos terra em comparação com outras proteínas. Os elementos do ar, como dióxido de carbono, oxigênio e nitrogênio, são misturados com água e nutrientes minerais para criar uma base. Usando energia renovável e um processo de produção de probióticos (fermentação), a Air Protein converte esses elementos em um produto comestível.

De acordo com a empresa, semelhante à carne real, a proteína sintética contém todos os nove aminoácidos considerados essenciais. Com teor proteico de 80%, possui o mesmo perfil da carne bovina ou de frango e o dobro de aminoácidos de proteínas à base de soja, por exemplo.

Mas, segundo a AirProtein, uma diferença em relação a outras proteínas convencionais é que seu produto possui vitaminas como a B12, nem sempre encontrada em alimentos veganos, por exemplo.

Ainda pode levar algum tempo até que essas “carnes” à base de ar sejam encontradas em supermercados, mas a empresa ainda trabalha para tornar o produto comercialmente viável no futuro. A proposta da empresa é ofertar nutrientes essenciais com baixo impacto ao meio ambiente, orgânico e sem o uso de organismos geneticamente modificados (OGM).

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