Isabelle Holanda e Clarissa Rodrigues são fundadoras da We Nutz. Com ingredientes naturais e opções veganas, empresa tem projeção de faturar R$ 1 milhão em 2020

 

Isabelle Holanda e Clarissa Rodrigues, da We Nutz: marca aposta em snacks saudáveis para conquistar clientes (Foto: Divulgação)

As empreendedoras Isabelle Holanda e Clarissa Rodrigues nasceram em Fortaleza (CE), mas seus caminhos só se cruzaram em São Paulo (SP). Isabelle era dentista. Clarissa, dona de um restaurante. O estabelecimento acabou fechando, mas a situação só fortaleceu o laço entre as duas. Decididas a empreender juntas, elas criaram a We Nutz. A marca vende snacks saudáveis, como pastas e barrinhas, e faturou R$ 400 mil no seu primeiro ano.

Para 2020, o plano é continuar crescendo. As duas esperam atingir uma receita de R$ 1 milhão, mas focar em outros pontos além dos números. Em parceria com influencers do esporte, têm realizado ações para apoiar atletas brasileiros, como a jovem skatista Victoria Bassi.

Interesse em comum
Antes da ideia, Isabelle nunca imaginou que trabalharia com alimentação, mas já questionava sua carreira de dentista. A rotina era puxada e não deu trégua nem quando ela engravidou, em 2017. Aos cinco meses, um problema fez com que a gestação acabasse não indo adiante. “Foi uma fase muito difícil. Comecei a repensar minha vida como um todo”, diz ela.

Foi nesse processo que ela começou a participar de um grupo de ciclismo feminino – e, em meio às atividades, a frequentar o restaurante de Clarissa. Mas o negócio, então uma franquia, não estava dando certo. As duas então decidiram focar juntas em outro negócio, mantendo o foco na alimentação. “Ela não queria sair e eu estava com vontade de entrar nesse mercado”, diz Isabelle.

A primeira ideia foi abrir um restaurante próprio, mas a conclusão final foi de que o mercado de produtos seria mais vantajoso e escalável. Em junho de 2018, na cozinha de suas casas, as duas começaram a testar receitas de barrinhas e pastas de castanhas. Os primeiros testes foram feitos com familiares e amigos, incluindo as colegas de ciclismo de Isabelle.

Com os feedbacks, seguiram aprimorando os produtos até o fim daquele ano. Em novembro, concluíram que valia a pena transformá-lo em uma marca. Entre os testes e a estruturação do negócio foram investidos cerca R$ 150 mil. Uma parte veio do bolso das duas e outra de um investimento-anjo do marido de Isabelle.

Tirando do papel
Em janeiro de 2019, a We Nutz foi lançada oficialmente. Os itens da marca variam entre barrinhas, pastas e barras de chocolates com ingredientes como castanhas e amendoim. Sem conservantes e com opções veganas, o objetivo é conquistar o público interessado em começar a se alimentar de forma mais saudável.

As duas logo precisaram trocar a cozinha de casa por outra alugada – mas mantiveram o plano de ter uma estrutura enxuta, inspirada no modelo lean startup. “Sempre damos pequenos passos para ir sentindo o terreno. Acreditamos que isso dá mais personalidade ao negócio”, diz Isabelle. Hoje, a produção envolve duas funcionárias e é gerenciada por Clarissa.

 

Produtos da We Nutz: receitas dispensam conservantes e incluem ingredientes como as castanhas (Foto: Divulgação)

A estratégia de distribuição também acabou mudando. O plano era manter um modelo de venda direta ao consumidor, mas elas cederam aos pontos de venda depois que eles começaram a procurar pelos produtos. “Tínhamos um medo muito grande de ingressar nos pontos, então fomos engatinhando”, relembra Isabelle. “Quando conseguimos nos aproximar dos lojistas para eles nos passarem feedbacks, começamos a seguir uma estratégia de entrar em mais pontos e escalar.”

Hoje, os produtos estão em cerca de 60 pontos físicos em sete estados. Com a venda direta, chegam a 13 estados. O objetivo é chegar a todas as unidades de federação até o fim do ano, lançando um produto novo a cada dois meses e focando na experiência dos clientes. “Com leque maior, conseguimos atingir um número maior de pessoas.”

Uma das alavancas para expandir foi a realização de uma rodada de investimento em outubro de 2019. Isabelle não revela o valor do aporte, mas afirma que o sócio hoje também atua na área comercial do negócio. O plano é realizar uma nova rodada no futuro.

Influência pelo bem
Após faturar R$ 400 mil no ano passado, as empreendedoras projetam uma receita de R$ 1 milhão para 2020. Mas Isabelle diz que um grande foco para o ano será o de gerar impacto por meio do negócio. Em janeiro, a We Nutz ganhou 20 influenciadores digitais do esporte como embaixadores.

 

Embaixadores da We Nutz: influencers têm missão de ajudar a fomentar projetos de impacto (Foto: Divulgação)

“São pessoas que fazem atividades físicas e levam um estilo de vida saudável, mas que conseguem conciliar isso com o a família e o lazer”, diz Isabelle. Além de divulgar a marca, os embaixadores terão a missão de ajudar a propagar projetos de fomento ao esporte lançados por ela.

Em dezembro de 2019, por exemplo, a We Nutz lançou uma linha de meias em parceria com a skatista Victoria Bassi. Aos 11 anos, ela entrou para a seleção brasileira de skate e busca uma vaga nas Olimpíadas. Todo o lucro dos produtos é revertido em patrocínio para a jovem.

“Desde o lançamento do grupo de embaixadores, as pessoas ficaram muito mais empolgadas com o que estamos construindo. Não estamos só em busca de lucro, queremos ter propósito”, afirma Isabelle.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

 

 

 

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