“O aplicativo tinha acesso parar tirar fotos, gravar vídeos, compartilhar a localização dos usuários, vasculhar o histórico de navegação na internet e reter dados de outros 960 aplicativos”, diz o texto.

Um aplicativo lançado pelo governo chinês no início do ano permitiu espionar pelo menos 100 milhões de usuários de Android, afirma o jornal americano Washington Post. De acordo com um artigo publicado esta semana, o app “Study the Great Nation” (Estude a Grande Nação, em tradução livre) tem acesso a todas as informações e atividades dos usuários.

O aplicativo é essencialmente um guia de estudo sobre o presidente chinês Xi Jinping e sua ideologia. Ele permite que usuários leiam e comentem vídeos e artigos que falam sobre as atividades do político, como também realiza questionários com base no que as pessoas aprenderam com toda informação gerada no app. Em quatro meses, se tornou o aplicativo mais baixado da China.

No entanto, um órgão do governo norte-americano chamado Open Technology Fund decidiu contratar uma agência alemã de cybersegurança chamada Cure53 para analisar o app.
A pesquisa descobriu que o aplicativo escondia no seu código-fonte um “superacesso” em celulares Android. O Washington Post explica que, com tal acesso, o governo chinês conseguia monitorar praticamente todas as ações praticadas pelo usuário no aparelho.

No artigo, o jornal diz: “O aplicativo tinha acesso parar tirar fotos, gravar vídeos, compartilhar a localização dos usuários, ativar a gravação de áudio, digitar números de telefone, vasculhar o histórico de navegação na internet, além de reter dados de até outros 960 aplicativos, incluindo compras, viagens e troca de mensagens. Com ele, era possível se conectar ao Wi-Fi e até ligar a lanterna”.

O aplicativo também está disponível para iOS, mas a agência alemã não chegou a investigar seu impacto nos celulares da Apple. Mesmo assim, a empresa fez questão de afirmar que não permite que aplicativos com “superacesso” operem em seu sistema operacional.

Questionado sobre o trabalho realizado em parceria com a companhia alemã, o porta-voz do governo chinês afirmou: “Nós aprendemos com os responsáveis pelo app ‘Study the Great Nation’ que esses fatos mencionados por vocês não existem”.

Fonte: Época Negócios

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