Investimento em segurança cibernética em empresas passa a ser item fundamental para evitar prejuízos, afirmam especialistas

Crédito: Antonio Parente

O crescimento de cibercrimes no Brasil coloca  investimento em segurança cibernética como importante arma para empresas no Amazonas evitarem prejuízo. Segundo a consultoria PWC, os investimentos no setor tem acompanhado o aumento dos ataques em companhias em todo país. Em 2018, as taxas de crescimento em serviços de segurança de dados e informação foram de 30% a 40% ao ano. Segundo pesquisas, a expectativa para 2020, é que as empresas invistam mais na segurança de suas informações digitais.

De acordo com o especialista de cibersegurança, Rodrigo Cavalcanti, percebendo a gravidade dos prejuízos que os ataques cibernético podem causar, as empresas no Amazonas estão cada vez mais preocupadas em adquirir ferramentas de proteção para os seus dados. Em Manaus, o INDT (Instituto de Desenvolvimento Tecnológico) tem se destacado em oferecer às companhias do estado um moderno laboratório de cibersegurança.

“As empresas estão recorrendo a companhias especializadas no combate ao cibercrime.  Além disso, existe a necessidade de adequação à nova LGPD (Lei geral de proteção de dados), que entrará em vigor este ano. Em Manaus, o INDT possui um laboratório que é referência na Região Norte do país e tem atendido muitas indústrias que buscam os serviços.  O instituto oferece uma ampla capacidade em atender demandas de cibersegurança das mais diversas formas, desde redes de TI (Tecnologia da informação) como as redes de TA (Tecnologia da automação, as redes industriais)”, disse.

Na análise do especialista de segurança e sales engineer da Trend Micro Brasil,  nos último anos, muita coisa mudou do ponto de vista tecnológico, principalmente do ponto de vista das facilidades de acesso às informações, e junto com essas mudanças,  os cibercriminosos também aperfeiçoaram as suas técnicas para fraudar e ter acesso a dados privados.

“A forma como a sociedade em geral se relaciona com a tecnologia se tornou parte intrínseca da vida diária das pessoas. Se por um lado isso abre espaço para muita comodidade, por outro oferece diversos riscos de ataques cibernéticos. É preciso ter consciência de que os atacantes pode tirar vantagem das falhas mais simples de segurança. Vai ficar cada vez mais complexo administrar todas essas vulnerabilidades, e as empresas terão que realizar provas de conceito para testar vulnerabilidades das suas aplicações”, disse.

Flávio destaca, que as tecnologias da Informação e da operação precisarão buscar mecanismos de proteção e prevenção. “Tecnologias como Machine Learning e Inteligência Artificial serão mais utilizadas para fins fraudulentos, bem como dispositivos de  IoT (Internet das Coisas) sendo mais vulneráveis”, explica.

De acordo com registros da Huge Networks, agência especializada em segurança cibernética, só no primeiro semestre do ano passado, a empresa defendeu mais de 120 mil ataques a dados de empresas. Segundo a empresa de segurança digital McAfee, em 2018 as perdas de empresas brasileiras em crimes virtuais foram R$ 32, 4 bilhões.

Em 2019, aos prejuízos se intensificaram aumentando a necessidade de investimento área. De acordo com o especialista em processamento de dados e rede de computadores Márcio Ferreira, em um período da sociedade onde tudo está em plena transformação digital, é preciso que as empresas encarem suas atividade de negócios de forma segura sob a ótica tecnológica.

“Independente do setor de atuação, a informações dos dados é o bem mais valioso de qualquer empresa, e protegê-las é essencial. Manter todas as atualizações de segurança em dia de todos os serviços têm que ser prioridade. Monitorar entrada e saída de dados da rede interna e externa, com regras bem estudadas e bem definidas de acordo com os serviços do negócio”, explicou.

Márcio explica, que um controle de acesso de usuários pautado nas regras de segurança é importante para empresa monitorar possíveis ataques. “Dentro desse ambiente já se poderia mitigar muitas falhas e evoluir visando novas ameaças. Partindo desse ponto de monitoramento as empresas podem atuar de forma segura na proteção de seus dados”, disse.

Indústria 4.0

Dentro do contexto de empresas que atuam no aspecto de indústria 4.0, o coordenador do laboratório cibernético do INDT, Marcelo Leite, explica, que o principal mecanismo de defesa eficaz, é possuir uma plataforma industrial autônoma, com sistemas e equipamentos de tecnologia, que vão operar quase na sua totalidade, sem pessoas para depender da sua operação.

“Essa dependência, necessita que os equipamentos estejam conectados, trocando informação na forma que a empresa espera que o benefício seja alcançado. QUando você começa a disponibilizar essas informações em rede de forma mais ampla você se tornar mais suscetível ao ataque. Pelo fato das informações correrem em uma rede mundial, o sistema de cibersegurança tem que ter capacidade de monitorar todas infraestrutura de operação para impedir ataques tantos de fora, quanto de dentro”, disse.

Marcelo explica, que muitas das vezes, os ataques mais comuns são realizados de dentro da empresa, que deve ter o seu nível de maturidade constantemente analisados com frequentes testes de segurança. “Às vezes acontece de um colaborador mal intencionado querer vender informações da empresa para uma companhia concorrente. Definir segurança 100% é algo utópico, mas é possível monitorar todo o tráfego de dados da empresa. Hoje já existem empresas que atuam com a necessidade de segurança e outras buscam essa segurança adicional. Mas, o impacto só vai acontecer se todas as empresas adotarem a indústria 4.0”, destacou.

Flávio ressaltou, que contar com a colaboração de especialistas em cibersegurança será essencial na mitigação de riscos em todas as áreas que envolvam estruturas tecnológicas dentro das corporações. “Com isso, é possível que os desenvolvedores ganhem mais visibilidade e controle sobre os dispositivos e os servidores conectados de modo a endereçar as resoluções dos pontos fracos detectados. Detecção de ataques em tempo real e de dia zero serão cruciais na identificação proativa de ameaças conhecidas e desconhecidas”, frisou.

Fonte: Jornal do Commercio

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