A ação faz parte da parceria entre a IBM e a startup Growth Tech

O blockchain chegou à maternidade. Com a proposta de um registro de nascimento mais eficaz e mais rápido do que o modelo convencional (sem filas e com rapidez na entrega da certidão de nascimento), a IBM, em parceria com a rede Notary Ledgers (cartório virtual), da Growth Tech, fez um projeto piloto durante três dias no hospital Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. O resultado foi positivo: o bebê Álvaro de Medeiros Mendonça foi oficialmente registrado por meio de blockchain no dia 8 de julho.

“Foi um passo importante para o blockchain no Brasil. Mostrou sua relevância em um cenário cada vez mais digital”, diz Carlos Rischioto, líder técnico de Blockchain da IBM Brasil.

O caso do bebê Mendonça foi fruto de uma parceria das empresas com o 5º Registro Civil de Pessoas Naturais da Cidade do Rio de Janeiro e a Casa de Saúde São José.

Ainda não há previsão de quando a tecnologia vai ser implementada em todo o país. “Precisamos de apoio jurídico”, afirma Rischioto. No entanto, os testes continuarão. “Estamos trabalhando para levar para outros cartórios e maternidades”, diz. Questionado por Época Negócios se a tecnologia poderá ferir a privacidade das pessoas, Rischioto afirma que não. “Hoje, as informações são todas públicas. No entanto, com a ferramenta blockchain, as informações serão ainda mais seguras porque são descentralizadas”, diz.

Como vai funcionar

Para atribuir uma cadeia de dados exclusiva ao bebê, a equipe de parto deve declarar o nascimento na plataforma do cartório virtual. Depois, a pessoa que for registrá-lo deve fazer o cadastro na ferramenta (com base na validação de dados pessoais junto a órgãos oficiais). Na sequência será feito um reconhecimento biométrico facial e, finalmente, as informações serão enviadas para a plataforma do cartório, que vai gerar a certidão de nascimento em, no máximo, 15 minutos. A certidão de papel continua existindo, mas os dados ficarão armazenados no sistema — e o responsável poderá acessá-la a qualquer momento.

No período de teste, não haverá custo. No entanto, depois de aprovada juridicamente, Rischioto diz que o custo poderá existir, mas será pago possivelmente pelos cartórios e hospitais.

Fonte: Época

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