Na semana passada, a Ambev lançou a cerveja ‘Colorado Amazônica’ para celebrar o Dia da Amazônia, comemorado em 5 de setembro. Produzida pela Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto (SP), o preço do produto iria flutuar de acordo com os índices de desmatamento da região —ou seja, quando reduz o desmatamento, cai o preço da cerveja, e, quanto menor a floresta, mais cara será a lata.

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Os resultados da primeira semana de variação não foram favoráveis a quem defende a mata (e aos apreciadores da bebida). Hoje (10), a cervejaria anunciou a primeira alteração no valor do produto.

O preço inicial foi atualizado com base nos índices de desmatamento: um aumento de 45,9%. A lata, que custava R$ 5,49, passou a valer R$ 8,01.

Para esse projeto, a empresa contou com o auxílio do Engenheiro Florestal Tasso Azevedo, Coordenador do MapBiomas. Ele desenvolveu um Índice de Reajuste de Preços da Amazônia (IRPA), que tem como base a comparação da média do desmatamento semanal detectado nas últimas quatro semanas e o mesmo período do ano anterior.

A cada semana o índice será calculado e indicará o reajuste a mais ou a menos que será aplicado ao preço da cerveja. Feita com trigo, babaçu, pacová e casca de limão, a nova cerveja da Colorado promete reverter 100% do valor arrecadado nas vendas destinado a mais de 600 famílias no Pará.

O babaçu utilizado na receita é produzido artesanalmente por comunidades de Cantinas da Terra do Meio, formada por ribeirinhos, indígenas e agricultores familiares que exercem um papel fundamental na conservação da área e na manutenção da floresta.

Fonte: UOL

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