Não é novidade para ninguém que a área de tecnologia está em alta no Brasil. Afinal, faltam profissionais e a demanda só aumenta. No entanto, uma profissão específica está sendo apontada por especialistas como a bola da vez: cientistas de dados. É um profissional que analisa grandes quantidades de informações e que passa a ser requisitado em várias áreas.

Afinal, hoje, indústria, varejo, plataformas digitais e até o setor de serviços básicos querem saber mais sobre os seus clientes e sobre as pessoas que estão próximas. Algumas informações valem ouro, já que pode ser determinante na hora de atrair novos clientes ou usuários. O cientistas de dados pode ajudar empresas no posicionamento de mercado.

Dessa forma, a profissão foi apontada como uma das cinco mais promissoras nos próximos anos, segundo levantamento do Instituto de Gestão e Tecnologia da Informação (IGTI). A faixa salarial já varia de R$ 5 mil a R$ 8 mil no Brasil, chegando até R$ 12.000 para cargos de nível sênior em grandes empresas segundo a plataforma de recrutamento trampos.co.

“O cientista de dados será uma das carreiras que mais irá gerar emprego até 2022”, diz Tiago Yonamine, especialista em recrutamento e CEO do trampos.co. “Muito por conta da ligação do cargo com a área de negócios e tecnologia. A facilidade de inserção no mercado e a grande perspectiva de retorno financeiro também têm atraído novos profissionais”.

Como ser cientista de dados?

Apesar da defasagem no mercado de tecnologia, há um grande problema na formação de novos profissionais. O número de alunos nunca alcança a demanda das empresas. Por isso, é natural que muitos não saibam como entrar na área e assumir o título de cientista de dados. Qual curso fazer? Como se aprofundar? Como se aproximar dessa temática?

Antes de tudo, Yonamine dá algumas dicas. “Além das habilidades em programação e matemática, os profissionais de dados precisam ter facilidade em apresentar os insights gerados pelas análises. A carreira está presente em várias empresas e isso faz com que o profissional tenha que saber se comunicar da melhor forma possível”, finaliza ele.

Para entrar na área, é importante ter formação em tecnologia (ciência da computação, análise de dados, engenharia) e cursos complementarem que focam o ensino nos dados, como soluções em machine learning, linguagem de programação e estatística/matemática.

“Para ser um bom cientista de dados é necessário constante esforço e aprendizado. Procure alguém da área para conversar. Se possível, tenha um mentor. Muito do trabalho de um cientista é na criação de soluções. Muitas informações não estão em livros por ser uma carreira nova”, diz Nathalia Sacks, gerente de admissões da Ironhack, escola de tecnologia. “Matemática, programação e machine learning são apenas ferramentas.”

Por Matheus Mans

Fonte: YAHOO Finanças

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