Crescente emissão de gases do efeito estufa e a inclusão de máquinas no mercado de trabalho afetam principalmente países pobres

A ONU, Organização das Nações Unidas, publica nesta segunda-feira (11) o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2019. Além de avaliar o desenvolvimento e a desigualdade em 150 países, o documento também aponta tendências que podem ser confirmadas nos próximos anos.

A mudança climática e as transformações tecnológicas são apontados como dois fatores que podem interferir no desenvolvimento das nações no século 21.

Os problemas que resultam das mudanças climáticas não atingem todos da mesma maneira. Segundo o relatório, a população dos países mais pobres sentirá primeiro e com mais intensidade esses efeitos do que as nações mais ricas.

A emissão do gás carbônico, por exemplo, é uma das causas da intensificação do efeito estufa que afeta o clima do planeta. Os países com o IDH mais alto são os maiores emissores desse poluente que tem 87% da sua origem a queima de combustíveis fósseis. O relatório ponta que 10% dos países mais ricos do mundo são responsáveis por 45% da emissão de poluentes na atmosfera.

Segundo a ONU, a desigualdade entre os países seria 25% maior por conta das mudanças climáticas.

O estudo projeta que as nações mais pobres podem ter uma perda de 2% até 20% da perda de suas riquezas na segunda metade do século. Estima-se que cada aumento de 1 °C na temperatura média da superfície global custará 1,2% do PIB mundial.

Máquinas e o mercado de trabalho

A evolução da tecnologia e a inclusão das máquinas no mercado de trabalho também podem ter um impacto no futuro do planeta. O relatório ressalta a importância de a evolução tecnológica trabalhar para o progresso da humanidade.

Os dados demonstram que a desigualdade está presente também no acesso à tecnologia. As pessoas que vivem em países com baixo IDH têm menos acesso à tecnologia. Hoje os países em desenvolvimento possuem 67 linhas de telefonia móvel por 100 habitantes, por exemplo, a metade do número em países de desenvolvimento humano muito alto.

Para o acesso à banda larga, os países com baixo desenvolvimento humano têm menos de uma assinatura por 100 habitantes, em comparação com 28 por 100 habitantes em países com desenvolvimento humano muito alto.

A tecnologia deve mudar a relação das pessoas com os empregos. A automação e a inteligência artificial devem ser introduzidas em certas atividades exclusivas para humanos.

A ONU alerta para a necessidade de novas leis serem criadas para o uso ético dos dados coletados e para a aplicação da inteligência artificial, além de ter uma maior fiscalização para evitar o monopólio de alguma empresa em trusts.

Apesar do receio de que o mercado de trabalho fique ainda mais concorrido com máquinas e computadores ocupado postos em fábricas e empresa, o relatório considera que a criação de novas profissões por conta dessa mesma tecnologia também é uma tendência para o futuro.

Fonte: R7

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