Menos de um terço da população brasileira tem acesso aos planos de saúde. Faço parte desse público, tenho um plano e acesso a clínicas de laboratórios e exames. Consigo agendar uma consulta e os exames pela web ou pelo celular, obter os resultados com login e senha, o que é bem prático e economiza tempo.

No entanto, ao chegar nas clínicas e consultórios, ainda é preciso assinar fichas, confirmar nome e data de nascimento aos atendentes, já ocorreram falhas de aguardar e não ser chamada, de ter que voltar outro dia porque não conseguiram checar o CRM do médico pelo carimbo ilegível para realizar um exame ou por não ter todos os protocolos pré-exames cumpridos por falta de atenção da minha parte na leitura do e-mail gigante que descreve os cuidados necessários.

Fato é que ainda há muito a ser explorado no universo de serviços de saúde prestados no Brasil. No artigo anterior do MTH, @paulo.melo traz à luz a relevância das Corporate Ventures, caracterizadas por qualquer esforço de uma corporação para criar novas iniciativas empreendedoras. Certamente o setor de health techs ou saúde e bem-estar oferta um celeiro de oportunidades para as corporações gerarem maior engajamento e satisfação do seu público.

Outro ator importante na proliferação de iniciativas são as plataformas digitais, que promovem a cocriação de negócios inovadores com o intuito de fazer as ideias prosperarem, de gerar investimentos em negócios escaláveis e de formar um ecossistema consistente que gerem resultados para geral.

A plataforma 100 Open Startups, por exemplo, lança desafios que buscam soluções ofertadas por startups em 22 diferentes áreas de negócio. Somente no segmento de health techs, existem mais de 400 corporações buscando soluções para desafios que entreguem redução de custos e aumento de qualidade dos seus serviços.

Já o ranking TOP 100 Open Startups, selecionou 06 health techs, das 100 startups eleitas. Destaco a ONKOS Diagnósticos Moleculares, pois também foi uma startup de saúde e bem-estar escolhida no ranking do 100 Startups to Watch, é uma startup que oferece serviços diagnósticos de oncologia.

Na divulgação do 100 Startups to Watch, em sua terceira edição em 2020, foram selecionadas startups promissoras no Brasil em 14 áreas de negócio. Muitas das selecionadas atuam no setor financeiro, agronegócios, marketing e TI. Do total, foram 15 startups de saúde e bem-estar.

O foco mais comum das health techs são as plataformas de gestão de saúde e atenção primária e serviços em exames laboratoriais. Porém, começam a surgir iniciativas preocupadas com saúde e bem-estar emocional, análises preditivas de pacientes em trajetória de risco e acompanhamento nutricional.

Apesar de ainda ser pequeno o número de investimentos em health techs, quando comparado ao setor de fintechs – foram US$ 114 milhões investidos em 2020, certamente é muito promissor porque as oportunidades são inúmeras de melhorias nos serviços de saúde e bem-estar e tem muitas empresas nascentes nos últimos anos. Ou seja, há ainda muito por vir.

O Manaus Tech Hub tem um programa de aceleração chamado Green Up Accelerator e selecionou cinco startups no Batch 0 em 2020, com duração de 12 meses de mentorias e conexão com novos negócios do Sidia. Fica de olho nos próximos batchs e se inscreva.

Por Cristiane Midori Ogushi
Especialista de Novos Negócios do Sidia

Referências:

https://distrito.me/startups-healthtech/

https://www.startupstowatch.com.br/#/list?year=20

https://www.openstartups.net/site/ranking/rankings- startups.html 

Tech Hub
O Manaus Tech Hub é um espaço que tem por objetivo promover o desenvolvimento e o crescimento de startups na Amazônia, com inovação aberta e oportunidades em novos projetos, conectando empresas do polo industrial, governo e empreendedores. Trata-se de uma iniciativa do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia para contribuir com o ecossistema de inovação aberta da região.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui