Você já deve ter percebido que, a cada ano que passa, as inovações tecnológicas tornam-se mais presentes no dia a dia das organizações, principalmente no campo de gerenciamento de dados, certo?

Para além da transformação digital de negócios tradicionais, o fenômeno das startups e o crescimento acelerado de empresas de base tecnológica têm aumentado significativamente a procura por profissionais de tecnologia.

Ainda que animador, o cenário apresentado também traz inúmeros desafios ao RH das empresas, já que nem sempre a oferta de profissionais qualificados acompanha a demanda do mercado, tornando o preenchimento de determinadas vagas bastante complicado.

Adicionando um pouco mais de complexidade a este quebra-cabeça, é preciso lembrar que a velocidade com que as tecnologias evoluem, mudam, surgem e deixam de ser relevantes em um mercado que está sempre em transformação, também tem feito com que até mesmo profissionais que atuam há anos na área percam empregabilidade caso não acompanhem as tendências através de uma formação contínua e aprofundada.

Para se ter uma ideia mais ampla da questão, vamos aos dados divulgados recentemente pelo site de empregos Indeed.

Considerando as vagas abertas por mais de 60 dias, entre julho e outubro de 2020, o Indeed elencou que os 10 cargos mais difíceis de preencher na área de tecnologia, são: engenheiro de software (39%), desenvolvedor Java (38%), desenvolvedor Android (38%), desenvolvedor back end (37%), desenvolvedor iOS (36%), consultor SAP (35%), Webmaster (34%), desenvolvedor c# (33%), desenvolvedor full stack (32%) e desenvolvedor PHP (29%).

A partir destes números, a pergunta que fica é: como as empresas podem atuar, de forma a diminuir esse gap, que tende a se agravar ao longo dos anos?

O primeiro passo é entender que as organizações precisarão, cada vez mais, se engajarem em iniciativas de curto, médio e longo prazos, a fim de se manterem competitivas no mercado.

Entre as estratégias que tem ganhado cada vez mais força como uma solução real e inovadora para preencher a lacuna apresentada está o Education Recruiting, metodologia que une as estratégias de Seleção e Treinamento a fim de proporcionar a oportunidade de formação de profissionais no curto prazo, bem como aumentar a capacidade de contratação de mão de obra qualificada.

Entendendo como o Education Recruiting funciona

O Education Recruiting pode funcionar de duas formas. Na primeira delas, as empresas oferecem capacitação gratuita, pré-selecionando os profissionais para garantir que eles estejam dentro do perfil desejado e selecionando para contratação aqueles que tiverem os melhores resultados ao final do programa.

Já no segundo caso, as empresas selecionam e contratam os profissionais e oferecem a capacitação para que estes atinjam às expectativas das áreas técnicas para os níveis de senioridade em que foram contratados.

Seja qual for o modelo escolhido, o Education Recruiting apresenta uma verdadeira alternativa para o cenário de escassez de talentos, contribuindo significativamente para o aumento de profissionais qualificados e, consequentemente, para o arrefecimento do processo de inflacionamento salarial.

Apesar de estar ganhando notoriedade em diversos setores, a área de tecnologia é uma das que mais tem se beneficiado com a metodologia. Entre os exemplos de estratégias bem sucedidas nesta frente estão o Women Can Code e o AfroDev, programas que buscam desenvolver e inserir, respectivamente, mulheres e pretos no mercado. Mais do que suprir a alta demanda por profissionais ligados à tecnologia, ambas as iniciativas também contribuem com a diversidade cada vez mais buscada pelas empresas.

Para finalizar, vale reforçar que, quando bem aplicada, a metodologia de Education Recruiting traz, inclusive, mais agilidade e assertividade para o recrutamento e a seleção de profissionais, favorecendo o cumprimento do prazo estipulado para o fechamento de vagas – o que, diga-se de passagem, é um forte indicador de sucesso do RH.

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Douglas Rufino, head de Recrutamento e Seleção na Share RH.

Fonte: TI Inside

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