De vez em quando a gente para pra pensar sobre o que é a felicidade! Afinal, o que nos faz feliz? É um estado de espírito? Sentir-se feliz está ligado a algo espiritual ou material? E como ser feliz num mundo cada vez mais exigente?

No dicionário on-line Michaelis a palavra felicidade apresenta dois significados: “estado de espírito de quem se encontra alegre ou satisfeito; alegria, contentamento, fortúnio, júbilo” ou “acontecimento ou situação feliz ou alegre; sorte, sucesso, ventura”. Mas, a verdade mesmo é que a gente não precisa recorrer ao dicionário pra saber como é a sensação de se sentir e estar feliz!

Again e again

E o que a gente quer mesmo é repetir mais e mais vezes essa experiência por mais tempo possível e não só saboreá-la em poucos momentos. Também já sabemos que não dá pra ser feliz o tempo todo. Talvez seja por causa da sua impermanência, que a busca pelo seu alcance e repetição nos traga até certa desilusão ou frustração, e um desejo constante em agarrá-la pra sempre.

E para experimentar novamente a felicidade, a gente está sempre em busca de bens materiais, realizações pessoais e profissionais acreditando que, a partir disso, alcancemos um estado mais contínuo de felicidade, e investimos muita energia e tempo nesse projeto.

Estudamos bastante para melhorarmos nossas capacidades cognitivas e intelectuais, de modo que possamos vender nossa força de trabalho por uma maior remuneração e assim, desfrutarmos de uma casa mais confortável, bancarmos uma escola melhor para nossos filhos, podermos realizar aquela viagem internacional dos sonhos e assim seguirmos com a sensação sempre passageira de felicidade, e que logo é vislumbrada ou por outros sonhos ou distanciada pelos percalços da vida.

Seja feliz com que te faz feliz

Pessoal e subjetivo, a sensação de felicidade é algo extremamente individual e depende muito da compreensão de cada um. E se num mundo tão mais confortável em que vivemos no século XXI: com a tecnologia nos auxiliando de tantas frentes, com expectativa de vida maior e melhor, num espaço cheio de possibilidades, por que ainda temos tanta depressão?

São mais de onze milhões de brasileiros com depressão e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2020 essa doença seja a mais incapacitante do mundo. Isso pode ser um sinal de que a vida ultra moderna não representa a conquista da tal da felicidade e que ela está muito mais ligada ao centro do nosso eu do que a gente pensa e falando em pensar, a neurociência pode dar uma mãozinha quando o assunto é felicidade.

Neurociência a serviço da felicidade

Você já deve ter ouvido sobre os tais neurotransmissores Endorfina, Dopamina, Ocitocina, Noradrenalina e talvez o mais conhecido, Serotonina. Esses neurotransmissores são chamados de “substâncias do bem ou da felicidade”, porque quando liberados pelo cérebro em virtude de alguma experiência alegre ou prazerosa, por exemplo, ele desencadeia o processo neuroquímico de alguns desses neurotransmissores e a sensação de felicidade nos invade.

Essa sensação de felicidade pode até não ter realmente acontecido, mas se ensejarmos e desejarmos o processo neuroquímico começa, os neuros são liberados e a gente passa a se sentir mais feliz. Ou seja, podemos criar a felicidade sem ao menos termos motivos pra isso. Então ela independe de situações, metas ou conquistas é um estado mental. Claro que esse processo não é tão simples assim, mas aqui a ideia é só mostrar a potencialidade que temos e – geralmente – não usamos!

O negócio é que idealizamos demais a felicidade e nos esquecemos de encontrá-la na estrada do dia a dia. Num céu bonito, numa flor colorida ao longo da via congestionada ou num sorriso corriqueiro do guardador de carros.

A felicidade pode estar muito mais perto do que a gente imagina, basta fechar os olhos e respirar fundo. Aí também a gente encontra a felicidade!

Cristina Monte
Cristina Monte é jornalista, especialista em Comunicação Empresarial (Cásper Líbero), Responsabilidade Social (FUCAPI) e em Divulgação Científica em Saúde na Amazônia (FIOCRUZ-AM). Além disso, Cristina é graduada em História pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É articulista-convidada e colunista da Coluna Mai$ Negócio$, do Jornal do Commercio e apresenta as notícias da Coluna no AmazonPlay TV Digital. Atualmente, além dos projetos mencionados, a jornalista atua como assessora de Imprensa, palestrante e estuda o curso de Coaching.

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