Como muitos dos temas recorrentes da pandemia do coronavírus, a educação online também se tornou uma isca bastante utilizada por criminosos na realização de golpes digitais. Um novo alerta divulgado pela Check Point indica um crescimento no número de domínios falsos usados por hackers para roubo de dados e prática de crimes virtuais, enquanto as invasões de conferências online e o cyberbullying também ganham corpo.

Entre junho e agosto deste ano, foram detectados quase quatro mil domínios suspeitos ou maliciosos voltados à educação online ou à volta às aulas. O interesse maior dos criminosos por esse elemento dobrou, com pico entre o final de julho e o início de agosto, com aumento de 30% no índice semanal de endereços ligados ao tema.

Tais endereços são usados para distribuir ataques de phishing, com mensagens falsas sendo enviadas aos usuários em busca de dados pessoais e financeiros, ou ransomware, malwares que se instalam nos dispositivos das vítimas e travam sua utilização até que um resgate seja pago. De acordo com dados da Kaspersky, só no primeiro trimestre de 2020, ainda no começo da pandemia, houve um aumento de mais de 350% no índice de ataques dessa categoria somente no Brasil.

A Check Point também chama a atenção para uma questão relacionada diretamente aos jovens: o cyberbullying. De acordo com os pesquisadores, 37% dos estudantes brasileiros entre 12 e 17 anos já foram vítimas de ataques desse tipo. Há um paralelo entre esse dado e a prática do “Zoombombing”, quando aulas online ou reuniões por videoconferência são invadidas, com os trabalhos sendo interrompidos por palavrões, vídeos impróprios e outros conteúdos voltados para atrapalhar o andamento do encontro.

Aos alunos, a orientação dos especialistas é para que não cliquem em conteúdos que cheguem por mensagens de texto e desconfiem de ofertas mirabolantes. Os estudantes também devem evitar o compartilhamento de informações confidenciais e utilizarem senhas seguras, que não sejam repetidas em outros serviços. Além disso, cobrir a webcam pode ser um bom caminho para proteger a privacidade em caso de comprometimento do dispositivo por malware.

Aos responsáveis, cabe ainda denunciar ocorrências de ciberbullying e orientar os estudantes, principalmente os pequenos, sobre os perigos das mensagens de phishing e da entrega de dados pessoais a terceiros. O uso de ferramentas de controle parental também é recomendado, assim como softwares que garantam a proteção de dispositivos que sejam deixados sem supervisão.

Por fim, as escolas podem investir em softwares antivírus para serem instalados nos dispositivos dos estudantes, enquanto medidas de restrição de acesso devem ser aplicadas a servidores e reuniões online para que não sejam invadidos. Por fim, investir em orientação e educação sobre segurança digital também pode ser um bom caminho para manter funcionários, pais e alunos fora de perigo.

Fonte: Check Point  

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