Fundada por Joanna Martins, a Manioca fornece ingredientes da região da Amazônia, como farinhas e geleias, para estabelecimentos e supermercados

Ao fundar o restaurante Lá em Casa, em Belém (PA), em 1972, o chef Paulo Martins, falecido em 2010, colocou a culinária amazônica no mapa gastronômico brasileiro e internacional, com a aposta em receitas inovadoras utilizando ingredientes que, nos dias de hoje, já se tornaram clássicos consagrados da culinária local, como o tucupi e o jambu.

“Meu pai recebia chefs de todo o Brasil e do mundo e, a pedido deles, também comprava, embalava e enviava pelos Correios os ingredientes típicos da região”, diz Joanna Martins, 39. O que era apenas uma atividade paralela do patriarca foi transformado em um negócio formal pela herdeira em 2014, com a fundação da Manioca.

Em parceria com o sócio Paulo Reis, 28, a indústria gastronômica se especializou na oferta de produtos amazônicos com foco em duas frentes distintas, em uma carteira que soma cem clientes atualmente, em dez estados brasileiros.

A primeira é a oferta de ingredientes “tradicionais”, como tucupi e farinha de tapioca, fornecidos por pequenos produtores da região e que têm como destino uma lista de 40 restaurantes, incluindo nomes da alta gastronomia como D.O.M, Dalva e Dito, Tordesilhas, Maní e Mocotó. “Estamos em 40% dos restaurantes com estrelas Michelin. Os demais não trabalham com ingredientes brasileiros”, brinca Joanna.

A outra linha é a de produtos “criativos”, como geleias, molhos e farinhas voltados ao consumidor final e vendidos em varejistas como Grupo Pão de Açúcar, St Marche e Super Muffato.

A Manioca possui uma unidade de produção na capital paraense. Em 2019, a empresa iniciou as exportações para os EUA e a França. A seleção acurada de fornecedores é um dos segredos do sucesso.

“Montamos um programa que ajuda no desenvolvimento da cadeia. Oferecemos assistência técnica, capacitação, técnicas de precificação e padronização de produtos. Isso ajuda na fidelização dos fornecedores e os prepara para crescerem conosco”, afirma. A Manioca projeta faturar R$ 900 mil em 2019.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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