Eleição é coisa séria

Em todas as eleições, eu vejo um pessoal muito animado defendendo o seu candidato com unhas e dentes, e este ano não foi diferente. Parecem advogados de defesa, protegendo o político, enaltecendo seus feitos – como se ele estivesse fazendo algum favor à população -, e levam para o lado pessoal quando outros discordam do seu pensamento político.

Nas redes sociais então, a coisa pega fogo, pois as opiniões são levadas a cabo e ferro! Tem gente que bloqueia o amigo, outros desabafam nos comentários alheios e outros dizem que os outros não têm nada a ver com suas escolhas e por aí vai a troca de insultos.

Brasileiro sendo brasileiro

Brasileiro deveria realmente ser estudado pela NASA! É incrível a criatividade do povo pra criar os tais memes, que viralizam nas redes sociais e fazem todo tipo de referência ou alusão positiva ao seu candidato, ou para denegrir o alheio. Fico aqui pensando se essa turma usasse essa criatividade toda para desenvolver projetos sociais, criar empresas ou mesmo ajudar num projeto interno no trabalho!

E se já não bastasse brasileiro ser especialista em futebol, pois todo mundo tem uma análise técnica sobre o assunto, agora viramos pós-doutores em Política! É uma loucura e perda de tempo sem igual.

Viva a democracia

A gente não pode perder de vista a importância desse único momento cívico em que a sociedade brasileira pode se manifestar por meio do voto. Nessa ocasião o voto é igualitário, independentemente da classe social, costumes ou qualquer outro componente diferenciador, todos são realmente iguais.

No entanto, o baixo nível escolar, cultural, intelectual que limitam o senso crítico de boa parte da nossa população contribui para que a maioria dos eleitores seja facilmente manipulada por artimanhas e estratégias pouco criativas, muito diferentes dos memes mencionados. Somando isso a uma imprensa tendenciosa e as fake news está pronto o engodo: podemos estar comprando gato por lebre.

Não cola

Esse negócio de carregar filho de pobre nos braços, tomar cafezinho na casa de gente humilde e sair abraçando o povo é tão fajuto quanto as bolsas da Louis Vuitton, da 25 de março, pra não falar o pior. Será possível que esses candidatos não perceberam que o mundo mudou? Que a honestidade precisa ter algum lugar nisso tudo, e que as abordagens precisam ser mais verdadeiras?! E pior, as pessoas ainda caírem nessa furada?!

Distante do povo 

Ora, se são realmente honestos por que durante a gestão – depois de eleitos – não continuam carregando filho de pobre nos braços, tomando cafezinho na casa de gente humilde e abraçando o povo? Se metem em gabinetes fechados e só saem de lá na eleição seguinte pra começar tudo de novo.  Marcar uma audiência é missão quase impossível.

Se trabalham para o povo, que vivam próximos ao povo: ouvindo as lamúrias, as dificuldades e tomem um banho de realidade. Da dificuldade em comprar um botijão de gás, da falta do dinheiro pra comprar um pão, do desemprego, da falta de atendimento médico-hospitalar, de uma educação digna…

Nada na prática

E nem dá pra dizer que ficam nos gabinetes trabalhando em prol da sociedade, porque os resultados das ações estão aí pra todo mundo ver.  Sem aprofundar muito é só olhar a quantas andam a educação, saúde, segurança, transporte urbano, saneamento básico, por exemplo.

Começando errado

Mas, o problema começa no pleito eleitoral. Lançado há mais ou menos um mês pela Justiça Eleitoral, o aplicativo Pardal, ferramenta que tem o objetivo de incentivar os cidadãos a atuar como fiscais da eleição, já registrou mais de 10 mil reclamações de denúncias de irregularidades cometidas na campanha eleitoral, de acordo com a Agência Brasil.

Sem emoção

E as pessoas ficam brigando por causa de políticos antiéticos?! Não está na hora de basearmos nosso voto pelo comportamento do político? O que e como ele vem atuando ao longo da carreira? Qual sua contribuição efetiva para o Estado e para as pessoas? Qual seu nível de comprometimento em casos de corrupção? São perguntas simples, mas nas respostas encontramos motivos pra votar em um ou em outro candidato.

Se o político está há décadas no poder e, ultimamente, não fez nada de positivo, não está na hora de dar oportunidade a outros? Pelo menos, se a gente errar não persistiu em outro erro. Tentamos!

Está na hora de pararmos de agir com a emoção e analisarmos estrategicamente o que é melhor para o País e para nós. Nem tudo o que a gente gosta, faz bem! É esse Brasil que eu quero pra mim: mais consciente, justo e ético!  Afinal, o Brasil precisa da nossa conscientização pra sobreviver!

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