Man calculating his bills while his family are on the sofa

Para quem passa por problemas financeiros com endividamento e inadimplência, a principal orientação é não se desesperar. É preciso colocar os pés no chão, encarar a realidade e se planejar para sair da situação de forma definitiva. Para tanto é preciso reconhecer os hábitos e comportamentos que o levaram a ao endividamento e inadimplência em primeiro lugar.

“Pesquisas indicam que o cartão de crédito é a principal forma de endividamento e inadimplência para a grande maioria das famílias. Isso acontece porque muitas pessoas não compreendem que pagar no crédito, parcelar ou fazer uma caderneta em açougue ou mercado para pagar no final do mês, por exemplo, também são formas de endividamento”, afirma a Educadora Financeira e Vice- presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Glauce Galúcio      .

Para a especialista, é preciso se perguntar: qual é o real tamanho da dívida? “Boa parte dos endividados, por medo de encarar, não sabem a verdade e não conseguem sair dessa situação, deixando que se transforme em um círculo vicioso. Portanto, a orientação que sempre dou é ter ciência da real situação financeira em que se encontra. Saiba exatamente quais são as dívidas que possui, o valor de cada uma e as condições de pagamento”, orienta.

Confira 5 orientações para sair da situação de endividamento e inadimplência:

1- Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir

Separando as que correspondem a serviços e produtos de necessidade básica, que não podem ser cortados (como água, energia elétrica, gás e aluguel) e as que sofrem juros mais altos (como cartão de crédito e cheque especial), considerando essas como prioridade para pagamento. Antes de sair se enrolando para pagar, faça um diagnóstico financeiro, para saber como pode diminuir as despesas mensais, fazendo sobrar dinheiro para pagar as dívidas em atraso;

2- Anote durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa

Isso inclui gastos “pequenos”, que podem até ser considerado menos importantes, como gorjetas e guloseimas, pois no final do período será possível compreender de que forma, efetivamente, seu dinheiro está sendo gasto. Reflita sobre os hábitos e comportamentos que o levaram a chegar nessa situação, assim saberá o que deve mudar e quais gastos irá reduzir ou eliminar;

3- Tenha em mente que só se deve negociar uma dívida quando se tem condições de fazer isso

Ou seja, após se planejar, pois um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar;

4- Trocar uma dívida pela outra nem sempre é a melhor alternativa

É claro que o crédito consignado, por exemplo, oferece juros baixos em comparação ao cartão de crédito, cheque especial e financiamentos, já que o pagamento é retido diretamente do salário. Justamente por isso é preciso cautela, já que para quem já está com dificuldade em administrar as finanças, ter sua renda habitual reduzida pode desencadear novos endividamentos e problemas ainda maiores, virando uma bola de neve;

5- Em momentos de crise financeira, que são passageiros, é importante resgatar sonhos, objetivos que realmente importam e que farão a pessoa ter ainda mais motivos para “dar a volta por cima”

É preciso relacionar no mínimo três sonhos: um de curto prazo (a ser realizado em até um ano), um de médio prazo (entre um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos), sendo que um deles deve ser o de sair das dívidas;

 Então com os números do diagnóstico financeiro em mãos, é possível conhecer a sua força de poupança após os cortes para realizar o sonho de sair das dívidas sem que tenha que fazer outra dívida.

Fonte: Glauce Galúcio – Especialista em Educação Financeira 

Glauce Galucio
Especialista em Educação Financeira pela Universidade do Sul de Minas (2018). Pós-Graduação MBA em Gerenciamento de Projetos pela Universidade Federal do Amazonas (2013) e MBA em Finanças Coorporativa pela Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro (2009), Graduação Bacharel em Estatística pela Universidade Federal do Amazonas (2005). Atualmente é Vice Presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN) e atua há 15 anos na área de Docência no ensino Superior e Pós Graduação MBA Executivo em Gerenciamento de Projetos. Possui vasta Experiência em Planejamento Estratégico e Projetos de PD&I -Pesquisa Desenvolvimento e Inovação, atua como Palestrante e Consultora em Educação Financeira.

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