Mariana Solis, criadora do jogo "Missão Matemágica"; Uberlândia; UFU — Foto: UFU/ Divulgação

Mariana Solis, criadora do jogo “Missão Matemágica”; Uberlândia; UFU — Foto: UFU/ Divulgação

Ajudar no aprendizado e fazer com que a criança se divirta. Esses foram os elementos usados pela estudante de jornalismo Mariana Solis, de 23 anos, para criar o jogo “Missão Matemágica”, para um projeto de iniciação científica na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

O jogo, que visa trabalhar a narrativa do personagem alinhado com um estilo de aprendizagem, tem como tema a matemática.

“Escolhemos a matemática pela aleatoriedade de poder ter exercícios diferentes e, por isso não repetir os desafios”, explicou a estudante.

“Construímos um jogo com diversos exercícios, misturando fração com comida, por exemplo. Tentamos desconstruir a matemática, deixando ela mais leve. Tem muita criança que tem estigma por causa da matemática”, completou.

Pesquisa

A criação da ferramenta veio através de uma pesquisa para entender o cenário dos jogos. “Fizemos o jogo para ser uma ferramenta pedagógica. Fomos construindo todas as fases do jogo a partir do conteúdo programático do Ministério da Educação (MEC) do 5º ano”, relatou Mariana.

Além da pesquisa, a jovem também afirma que avaliou a individualidade de cada criança na hora de aprender.

“Todos tem um ponto de partida diferente. A ideia do jogo é ser uma coisa mais permissiva para a criança, já que o game também pode ser jogado como um dever de casa”.

Jogo

Jogo "Missão Matemágica" — Foto: Reprodução/ Missão Matemática

Jogo “Missão Matemágica” — Foto: Reprodução/ Missão Matemática

O “Missão Matemágica” é um jogo feito para crianças do 5º ano, mas também pode ser usado como revisão para as turmas de 6º ano do ensino fundamental. O game é gratuito e está disponível online.

“As escolas colocam um modelo de ensino padrão, mas as crianças aprendem de diversas formas. Fizemos um questionário prévio para poder adaptar de acordo com a linguagem da criança, de como ela brinca. O jogo se adapta totalmente ao estilo de aprendizado dela”, ressaltou Mariana.

A universitária ainda finalizou citando alguns desejos para o futuro do projeto. “Por enquanto só é possível jogar através do computador, mas queremos fazer uma versão para celular. Como jogo foi fomentado pela universidade, queremos trazer esse jogo para a escola pública”.

Fonte: G1 Triângulo e Alto da Paraíba

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