O ano de 2018 foi positivo para o mercado brasileiro de startups. Vimos a maturação de ecossistemas, editais de fomento com mais expressividade e alcance, alguns projetos de leis de incentivo ganhando força no cenário político e o nascimento dos nossos primeiros unicórnios. Com esse apanhado, podemos ter perspectivas animadoras para 2019, mais especificamente no que diz respeito aos unicórnios.

Unicórnios? Sim! O ser fantástico, geralmente branco de um chifre só, considerado raro de encontrar. Sua relação com o mercado de inovação está relacionada justamente a essa “raridade”. A expressão foi criada por Ailee Lee, CEO da Cowboy Ventures, em 2013, para ilustrar startups com valor superior a 1 bilhão de doláres. Nessa época existiam apenas 39 unicórnios no mundo inteiro e hoje esse número já é sete vezes maior.

Uma startup pra ser considerada unicórnio, além de ter revolucionado seu nicho de mercado produzindo grande inovação, teve a sua avaliação de preço no mercado superior a 1 bilhão de dólares, antes de abrir capital na bolsa de valores. É válido citar que os fatores calculados para essa soma englobam desde sistema, marca, clientes, funcionários, base de usuários, etc. Porém, um estudo feito por Lee, calculou que apenas 0,07% dos negócios apoiados por capital de risco chegavam a ser avaliados em 1bi, reforçando mais uma vez a relação do termo com seu alto nível de dificuldade e raridade.

Falando agora de nossos “bebês” unicórnios, em 2018 a primeira startup brasileira a ganhar o título foi a 99, quando foi vendida pra chinesa Didi Chuxing. Junto à 99, nomes conhecidos como Pag Seguro (2,3 bi), Ifood (1bi) e Nubank (4bi); além de Movile (1bi) e Stone (9 bi), entraram para o vale (com o perdão do trocadilho) das unicórnios brasileiras.

O que podemos esperar pra 2019? Consultores especialistas já apontaram 9 startups com grande potencial de virar unicórnio neste ano mas gostaria de destacar quatro delas. A primeira, CargoX, é uma startup de logística e tecnologia. Por meio de um aplicativo mobile, otimiza viagens e traz eficiência para o transporte de cargas. Estava entre as 50 startups que irão virar unicórnio este ano, segundo lista divulgada pelo New York Times em parceria com a CB Insights. A Creditas faz parte do grupo de startups fintechs e são aposta para 2019, segundo estudos de consultorias da KPMG e Distrito. Outro nome que aparece nesse estudo é a Neoway, que oferece serviços através de Big Data para ajudar outras empresas a crescer. A última, que me chamou atenção por seguir o nicho de mobilidade urbana, é a Yellow. A empresa oferece locação de bicicletas e patinetes elétricos sem possuir pontos fixos de estação. Apesar da idéia parecer estranha de início, eles já contam com expressiva captação de 75,3 milhões de dólares.

Com um cenário tão positivo para nossas startups brazucas, a lenda deixou de ser apenas uma fantasia distante e fantástica, sendo mais fácil acreditar em unicórnios do que em alguém que não acredita nos mesmos.

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