O Facebook deu mais um passo em direção à criação de sua moeda digital, a libra, apesar de fortes críticas e pressão de órgãos reguladores norte-americanos e europeus. Nesta segunda-feira (14/10), os membros da Associação Libra realizaram sua primeira reunião oficial, em Genebra. São 21 empresas signatárias – originalmente, eram 27, mas várias companhias abandonaram o projeto recentemente, incluindo Visa, Mastercard, PayPal e eBay.

Segundo a Time, a maioria das empresas que continuaram na associação são companhias de venture capital, que miram tecnologias emergentes e se alinharam aos interesses do Facebook, além de organizações não-governamentais. Ainda há, contudo, alguns nomes de peso, como Uber, Lyft, Spotify e Vodafone. A Associação Libra disse ainda que há 180 outras entidades que expressaram interesse e estão em conversas para entrar no grupo.

O Facebook enfrenta duras críticas ao projeto desde que revelou os planos de criar a criptmoeda. Políticos dizem que as dificuldades do Facebook em manter a privacidade de seus usuários devem se repetir na Libra, apesar de a rede social criar uma associação separada para gerenciar a moeda digital.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, deve comparecer ao Comitê de Serviços Financeiros do Congresso norte-americano neste mês para discutir a criação da moeda.

Segundo o projeto, a libra será uma criptomoeda do tipo “stablecoin”. Ao contrário da maioria das moedas virtuais como o bitcoin, que sofre grandes flutuações de preço em curtos períodos de tempo, essa classe busca manter um preço estável em relação a uma moeda convencional — ou a uma cesta de moedas e títulos de baixa volatilidade. Ela permitiria compras online e transferências internacionais de dinheiro pelo Whatsapp e pelo Facebook Messenger.

Fonte: Época Negócios

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