Maioria das vagas que não está sendo preenchida é para área de tecnologia. Falta de conhecimento técnico é um dos motivos

De um lado, crise, desemprego e trabalhadores lotando as empresas com currículos. Do outro, muitas vagas e escassez de profissionais habilitados para preenchê-las. Esse é o retrato do mercado de trabalho no Espírito Santo quando se fala de mão de obra: faltam empregos para muitos, sobram vagas para outros.

Nem mesmo a pandemia do coronavírus mudou essa realidade. De março a julho, 25 mil profissionais perderam seus postos de trabalho em uma recessão sem precedentes na história. Porém, diversas empresas ainda encontram dificuldade em suprir suas carências.

Especialistas em Recursos Humanos e recrutamento afirmaram que, em pelo menos 30 profissões, estão sobrando vagas no Estado. A grande maioria é da área de tecnologia da informação. Há também necessidade de profissionais do setor fiscal, de saúde e marketing.

Segundo o consultor em carreiras Elias Gomes, os motivos são muitos, como a falta de preparo e de conhecimento técnico de determinados pontos que são pré-requisitos para as profissões.

“Tem empresa que fica com a mesma vaga em aberto por muito tempo, pois é difícil preencher. Algumas têm vagas constantemente e qualquer profissional que chegar com um bom perfil vai conseguir o espaço”, explicou.

A falta é por profissionais dos mais variados graus de escolaridade, indo desde a exigência por graduação, até por cargos que necessitam do ensino fundamental. “Os requisitos variam de acordo com as vagas que são ofertadas. Mas uma coisa em comum para todos é a necessidade de atualização dos conhecimentos”, disse Elias.

De acordo com Gisélia Freitas, psicóloga e especialista em pessoas e carreiras, tais carências sempre existiram no País, mesmo antes da crise do coronavírus. Um dos motivos está relacionado com a formação acadêmica dos estudantes.

“Sempre existiu esta carência devido ao grau de qualificação, um déficit cultural do nosso setor educacional em desenvolver e formar bons profissionais. Isso mesmo com acesso a universidades e cursos técnicos”, ressaltou.

Outra explicação para esse cenário é a aceleração do mercado, deixando muitos profissionais sem conseguir acompanhar as mudanças constantes.

Preparação para ter vaga no mercado

Quem está se preparando para ocupar uma vaga em tecnologia da informação é Raquel Girelli de Oliveira, aluna do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistema da UCL.

Ela optou pela carreira depois de fazer uma pesquisa no mercado e perceber que a demanda por profissionais é grande. “Eu vi que choviam vagas na área de TI, que tinha as melhores oportunidades e os melhores salários. Fazia Engenharia, mas acabei trocando”.

Confira a lista das 30 profissões clicando AQUI!

Foto: Divulgação

Fonte: Tribuna Online

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