Criar um avatar, ganhar bônus e medalhas e passar de fase podem parecer ações de quem joga videogame por pura diversão, mas, no ambiente corporativo, não são! Trata-se, na verdade, da gamificação ou ludificação, que é uma ferramenta tecnológica lúdica, aplicável em diferentes segmentos e que contribui para aumentar o aprendizado e engajamento de colaboradores, clientes e outros públicos. Tudo, sob forma de game. E por que  cada vez mas as empresas estão utilizando a gamificação?

Porque elas querem o melhor desempenho do seu pessoal e nada melhor que um suposto “jogo” para avaliar as potencialidades de cada profissional e dessa forma extrair melhores resultados. O sistema é baseado em recompensas. Sabe quando seu cachorro faz algo que você gosta e você dá um biscoito e ele fica repetindo aquela ação para todo o sempre? Então, é mais ou menos assim que a coisa funciona!

É uma forma divertida e menos entediante para o funcionário, que acaba estimulado a dar mais de si e, assim, aumentar os resultados da empresa, visando conquistar o pódio e o troféu. Já ficou comprovado que a maior parte dos profissionais não retém quase nada do que aprendem em cursos e treinamentos, então o jeito é aprender de outra forma.

O recurso já está sendo utilizado nos processos seletivos para ajudar o time de RH a identificar os melhores profissionais de forma mais assertiva. Veja o caso da Nestlé. A empresa há três anos implantou os jogos nos processos seletivos para os trainees e desde janeiro incorporou o treinamento para os líderes.

Do fim pro começo

A estratégia da Nestlé é fazer o processo ao inverso, ou seja, ao invés de começar analisando o currículo, passar pela entrevista e dinâmicas, inicia com os jogos que demonstram o nível de inteligência emocional do indivíduo e como ele se comporta diante dos desafios dos jogos. Afinal, atualmente atuar nas empresas exige iniciativa, resiliência, comprometimento, senso de urgência e etc. Por último e menos importante a empresa avalia o currículo para ver a parte técnica do futuro colaborador.

Game e competitividade

Em maio a varejista Amazon adotou a gamificação em depósitos para motivar os funcionários e aumentar os resultados. Um dos jogos prevê que – na vida real – quanto mais rápido o funcionário pegar o item e colocá-lo na caixa, no mundo virtual – o carro do jogador se moverá mais rápido o que lhe resultará em algum tipo de benefício. Claro que os jogos incentivam o aumento da produtividade porque os funcionários competem entre si na virtualidade.

O ganha-ganha

Se para o funcionário o game significa entusiasmo ou outra forma de encarar o trabalho, para o empresário, representa conhecer melhor seu público interno e elevar sua competitividade, mas para o pessoal que desenvolve esses jogos, representa um gigante mercado a ser explorado. De acordo com uma pesquisa da Markets&Markets em 2020 esse mercado deverá representar 11,1 bilhões de dólares. Que comecem os jogos!

Cristina Monte
Cristina Monte é jornalista, especialista em Comunicação Empresarial (Cásper Líbero), Responsabilidade Social (FUCAPI) e em Divulgação Científica em Saúde na Amazônia (FIOCRUZ-AM). Além disso, Cristina é graduada em História pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É articulista-convidada e colunista da Coluna Mai$ Negócio$, do Jornal do Commercio e apresenta as notícias da Coluna no AmazonPlay TV Digital. Atualmente, além dos projetos mencionados, a jornalista atua como assessora de Imprensa, palestrante e estuda o curso de Coaching.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui