De uma simples curiosidade, surgiu o grande talento de Nilson Júnior, de 13 anos, que atualmente gere o próprio negócio em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. O jovem confeiteiro, apelidado de ‘Menino de Ouro’, produz bolos e salgados, e usa o dinheiro das vendas para ajudar na renda familiar.

Tudo começou quando Nilson possuía apenas seis anos, ao acompanhar os passos da mãe, Marta Rodrigues, enquanto preparava um bolo na casa onde viviam, em Cujubim (RO).

“Ela conseguiu a receita de um bolo simples e juntou os ingredientes para preparar, aí eu fiquei pedindo pra me deixar fazer. Ela disse que se não desse certo iria brigar comigo, por ter gastado os ingredientes, mas acabou deixando. Meio com medo, eu li toda a receita, coloquei os ingredientes na batedeira e deu tudo certo”, detalhou.

Família de Nilson precisou se mudar de Cujubim para Ariquemes para se adaptarem ao comércio do filho. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Família de Nilson precisou se mudar de Cujubim para Ariquemes para se adaptarem ao comércio do filho. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Daí então, vieram novas receitas e o garoto foi se aperfeiçoando cada vez mais, até que alguns anos depois, decidiu produzir os sequilhos, uma espécie de biscoito, e vendê-los pelas ruas de Cujubim.

“Eu gostava de sair para vender, pois assim, conversava com os clientes e ia os conquistando de pouco em pouco, até pegar a confiança de muitos. Foi ali que percebi que isso era o que eu queria pra mim”, revelou.

Aos seis anos, garoto pediu para mãe fazer um bolo que ela iria fazer e desde então, novas receitas surgiram. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Aos seis anos, garoto pediu para mãe fazer um bolo que ela iria fazer e desde então, novas receitas surgiram. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Ao passo que as vendas foram aumentando, Nilson pensou em escolher um nome para batizar o negócio, foi quando surgiram os elogios por ele ajudar a mãe nas tarefas de casa.

“Quando eu comecei a fazer bolos, minha mãe sempre falava pras amigas dela, e todas diziam que eu era um menino de ouro. Na hora de decidir um nome para o comércio, ao fazer uma autoavaliação, minha mãe disse que eu já tinha ganhado um nome: ‘Menino de Ouro’. Aí escolhi por esse”, contou.

História de Nilson

Cheia de orgulho em falar do filho adotivo, Marta Rodrigues se emociona ao lembrar da chegada de Nilson na vida dela.

“Um médico havia me dito que não poderia ter filho, mas eu sempre quis ser mãe, então, adotar ele foi uma grande realização pra mim. O Nilson sempre foi um ótimo filho e um excelente companheiro”, frisou.

'Um ótimo filho e um excelente companheiro, ele merece o nome de menino de ouro', diz mãe. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

‘Um ótimo filho e um excelente companheiro, ele merece o nome de menino de ouro’, diz mãe. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Depois de anos, Marta teve oportunidade de engravidar do Antônio, mas por já ter 34 anos, ela relatou que teve um gravidez de risco, que ficou doente, mas que Nilson sempre esteve do lado para cuidá-la.

“Na época da gravidez, quando estive internada, uma enfermeira lá de Cujubim o deixava entrar escondido no quarto, porque ele ficava do lado de fora do hospital pra cuidar de mim. Então ele é muito companheiro, e esse nome de menino de ouro, ele merece”, ressalta.

Apoio da família

Atuando como costureira e o marido como cabeleireiro, Marta explica que sempre apoiaram Nilson na paixão dele pela confeitaria e nunca o obrigaram na produção dos bolos. O sucesso do negócio, fez com que eles se mudasses para Ariquemes, onde a família começou a se adaptar com a produção e vendas.

“Às vezes paro as minhas costuras para ajudá-lo, pois tem dias que ele tem várias encomendas. Então, a gente está se adaptando a essa realidade, como é um grande sonho dele e a gente vê que ele tem futuro, nós sempre estamos nos pedidos, que pode virar uma grande empresa um dia. Hoje o meu maior sonho é realizar o sonho dele”, exclama a mãe.

Nilson ao lado da mãe e do padrasto, que prestam total apoio na atividade de confeitaria. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Nilson ao lado da mãe e do padrasto, que prestam total apoio na atividade de confeitaria. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Total apoio também do padrasto, o cabeleireiro Edson Souza, que brinca de ter a honra de ser o experimentador oficial das receitas. Lutando pelo sonho de Nilson, Edson abriu mão da barbearia que possui na frente de casa para investir no filho.

“Decidi tirar a barbearia da frente de casa para montar uma padaria pra, um espaço próprio, já até compramos um forno maior. Acreditamos muito no Nilson e agora vamos investir no sonho dele”, destacou.

Vendas

Flaira conheceu o trabalho do adolescente pela internet e se encantou com a história dele. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Flaira conheceu o trabalho do adolescente pela internet e se encantou com a história dele. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

A Flaira Cristina conheceu o trabalho de Nilson pelas redes sociais, onde ele possui uma página, se encantou pela história dele e aprovou o bolo que havia encomendado.

“Eu particularmente não sei fazer bolo e por ele ser um menino novo, que resolveu fazer bolos para ajudar os pais me chamou muito a atenção. Uma pessoa nova fazendo uma atitude dessa, por isso que ele merece o nome de menino de ouro. O bolo ficou muito bom e encomendarei outros”, avaliou.

Uma dos produtos mais pedido, é o bolo de churros, que ele mesmo elaborou a receita, mas não revela os ingredientes e o segredo do líder de vendas.

Nilson com o seu bolo mais vendido, que ele mesmo criou a receita e não revela a ninguém. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Nilson com o seu bolo mais vendido, que ele mesmo criou a receita e não revela a ninguém. — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

“A receita do bolo de churros é meu segredo e não passo pra ninguém. Estudar sempre será minha prioridade, mas vou batalhar bastante nessa carreira que é a minha paixão, meu maior sonho é ser famoso e um dia ter uma grande loja de bolos”, almeja.

Fonte: G1

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