Jana Coombs publicou foto do filho durante a aula para inspirar discussão sobre a luta de algumas crianças com as plataformas de ensino durante a pandemia do novo coronavírus

Jana Coombs tem acompanhado o filho passar por dificuldades durante o período de pandemia do novo coronavírus por causa do ensino a distância. Seu filho, um estudante de 5 anos de idade no ensino infantil, mora com ela em Coweta County, no estado da Georgia, nos EUA, e suas aulas retornaram, no modo remoto, na última semana.

No primeiro dia de retorno às aulas online, o garoto abaixou sua cabeça e começou a chorar. Vendo o filho sofrer, Jana sentiu que precisava fazer algo sobre o assunto e resolveu tirar uma foto e compartilhá-la para fazer uma reflexão sobre as dificuldades que alguns estudantes enfrentam longe das salas de aula.

“Eu tirei a foto porque queria que as pessoas vissem a realidade. Depois ele se aproximou e nós nos abraçamos e eu chorei junto com ele”, disse Coombs em entrevista a uma afiliada da CNN internacional.

O começo do ano letivo fez com que educadores e pais dos EUA debatessem sobre a volta das aulas presenciais em meio a pandemia. De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, a covid-19 infectou cerca de 5,7 milhões de estadunidenses, com uma taxa de morte de mais de 178 mil pessoas.

A maioria das escolas dos EUA decidiram começar o ano letivo totalmente online, mas alguns professores receberam alunos de volta às escolas em tempo integral. Algumas escolas estão misturando os dois sistemas.

Alguns estudos, incluindo uma publicação de agosto da Academia Americana de Pediatria e da Children’s Hospital Association, mostraram que as crianças podem ser contaminadas e transmitir o novo coronavírus com mais facilidade. Alguns pediatras também apontaram que o ensino a distância tem consequências negativas para estudantes da primeira idade de ensino, assim como para as famílias que precisam trabalhar e não têm como cuidar das crianças todo o tempo.

Coombs disse à CNN que acredita que as crianças, incluindo seu filho, estão sofrendo sem uma opção de ensino presencial. “Educação é essencial para essas crianças, e é mais que 1 + 1 = 2. Socialização e experiências práticas é como crianças aprendem melhor”, disse a mãe.

Ela acrescentou que sente muito por outras famílias. “Fazer malabarismos em casa, tendo uma criança na casa, receber 5.000 e-mails por dia de todos os professores, tentar acompanhar… Aplicativos diferentes, códigos diferentes, plataformas diferentes, alguns links não funcionam. Você corre de um computador para outro.”

No entanto, ela não deixa de se sentir grata aos professores que estão pensando na experiência dos estudantes. “Foram além para fazer essa uma experiência menos dolorosa possível”, declarou.

Foto: Reprodução

Fonte: Revista Crescer

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