50% das mulheres com trajetória profissional ficam fora do mercado de trabalho após terem filhos.

De acordo com a pesquisa “Licença maternidade e suas consequências no mercado de trabalho do Brasil”, realizada pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV EPGE), metade de nós, mulheres com trajetória profissional, ficamos de fora do mercado de trabalho 12 meses após o início da licença maternidade.

Algumas de nós somos demitidas logo no retorno da licença maternidade. Eu mesma fui demitida no primeiro dia, por uma empresa que estava concorrendo ao prêmio de uma das melhores empresas para trabalhar. Creiam!

Bem vinda de volta? Não né? Vire-se você, seu pequeno bebê sem plano de saúde e suas contas pra pagar!

Mas nem sempre o motivo é esse, algumas de nós simplesmente não conseguimos retornar por falta de vagas em creches públicas ou renda insuficiente para contratar uma babá, sem falar nas exigências por uma rotina incompatível com muitas realidades.

Segundo o IBGE, somos a maioria com nível superior e/ou pós-graduação. A nossa ascensão no mercado de trabalho é muito boa, até o momento que a gente decide ser mãe. Ai ferrou tudo!

Maternidade e trabalho são dois assuntos que nem sempre andam juntos. Ainda é muito difícil para as mulheres retornarem ao mercado depois de se tornarem mães, infelizmente. Temos que encarar o preconceito, as dificuldades já citadas e ainda as responsabilidades que passamos a ter com a família, entre outras razões.

Nós, mães com crianças pequenas, somos mal vistas pelos empregadores, já que eventualmente precisamos faltar ao trabalho para cuidar do filho doente ou por falta de quem cuide dele – os naturais imprevistos da maternidade real.

E é aí que muitas de nós recorremos ao empreendedorismo. Eu mesma me cansei de buscar uma oportunidade e ser constrangida com perguntas inconvenientes nas entrevistas de emprego. Depois do segundo filho nem tentei mais.

Na contramão do senso comum, especialistas apontam que as mães são mais produtivas e flexíveis, porque as atividades neurais, ligadas à criatividade, aumentam durante a gestação. Além disso, o hábito de acumular duplas jornadas nos deixa com maior capacidade de otimizar o tempo e isso, teoricamente, tornaria a vida das mulheres mais fácil no mercado de trabalho. Mas ainda assim, persiste o cenário já relatado aqui. E além disso, há o temor de que o período em que ficamos com a criança nos deixará desatualizadas em relação à tecnologia, que avança rápido. Eu conto ou vocês contam???

E por aí, como foi? Hoje eu sou a mãe de dois que empreende no mundo digital. E você, quem é nesse jogo do trabalho X maternidade?

Foto: Pikist

Fonte: Adminstradores.com

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