O número de pessoas ocupadas cresceu do primeiro para o segundo trimestre, passando de 90,6 milhões para 91,2 milhões de brasileiros. Isso significa que houve um acréscimo de 600 mil trabalhadores no mercado de trabalho, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Apesar do indicador positivo, é possível constatar que a rotatividade continua alta: 8,8 milhões de cidadãos que estavam ocupados ficaram desempregados ou deixaram a força de trabalho, segundo o levantamento. Por outro lado, destacou o Dieese, outros 9,4 milhões de inativos ou desocupados (5,6 milhões e 3,8 milhões, respectivamente) conseguiram um posto de trabalho.

Entre os que conquistaram uma oportunidade, a taxa de informalidade também ficou bem elevada: 74% dessas 9,4 milhões de pessoas não conseguiram um trabalho formal (ou seja, sete em cada dez não têm carteira assinada). Esse número é praticamente o dobro do registrado mercado de trabalho em geral (que tem 39% de informalidade).

Ainda de acordo com o Dieese, dos 9,4 milhões de novos ocupados, 3,3 milhões passaram a trabalhar por conta própria (35% do total). As atividades mais procuradas foram: vendedores a domicílio (281 mil), agricultores (276 mil) e pedreiros (275 mil). Além disso, 2,1 milhões foram incorporados ao setor privado sem registro formal (23%).

A pesquisa também revelou que 20% das mulheres que conquistaram uma chance foram contratadas como domésticas (uma em cada cinco, num total de 965 mil). Mas a maioria ficou sem carteira assinada (887 mil). Apenas 78 mil foram registradas pelos patrões.

Rendimento médio

Para os que entraram no mercado, o rendimento médio registrado foi de R$ 1.023. Por outro lado, a média salarial paga aos trabalhadores já em atividade ficou em R$ 2.128.

Além disso, segundo o levantamento do Dieese, 53% dos novos ocupados conseguiram vagas com jornadas inferiores a 40 horas semanais. Dentro desse grupo, 35% disseram que gostariam de trabalhar por mais tempo.

Para o Dieese, portanto, ficou clara a precarização do trabalho, com maior informalidade, menor cobertura previdenciária, oferta de ocupações típicas de uma economia que não consegue se recuperar e com renda média mensal bem abaixo da média do mercado.

Fonte: https://extra.globo.com

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