Se a pandemia mostrou uma necessidade clara, foi a da conectividade. Para trabalhar, estudar ou mesmo para um momento de lazer em casa, cada vez mais se viu a grande necessidade de um acesso à internet robusto, capaz de aguentar a conexão de múltiplos equipamentos, e velocidade suficiente para aplicações mais pesadas, como um streaming de vídeo 4K ou uma reunião virtual.

Não coincidentemente, uma das grandes promessas do 5G é a qualidade da conexão à internet (segundo algumas operadoras, ela pode chegar a 2 Gbps no Brasil), tanto na sua robustez quanto na velocidade. E já podemos comprovar essa promessa com a chegada dos novos celulares com 5G a países onde essa tecnologia já está disponível nas operadoras que lá funcionam. Os resultados são bastante interessantes, mostrando que essa nova tecnologia já é bastante capaz e ainda evoluirá, melhorando ainda mais nossas conexões, sendo o tal do novo patamar.

E vários setores serão beneficiados. De acordo com estimativas do IDC, o impulso dado pelo 5G a tecnologias associadas, como robótica, segurança da informação, nuvem pública, internet das coisas (IoT), Big Data, Analytics, realidade aumentada e virtual e inteligência artificial, atingirá, só no Brasil, cerca de US$ 22,5 bilhões em receitas no período entre 2020 e 2024, o que significa um crescimento anual médio no período de quase 180%.

Os notebooks (que perderam seu lugar de queridinhos dos consumidores para os celulares), também irão se beneficiar dessa nova tecnologia, e assim oferecer a capacidade aos usuários de estarem sempre conectados em alta velocidade também em seus portáteis. Afinal, todos nós queremos voltar a viajar (que venha a vacina!), trabalhar, estar nas ruas e sair um pouco das nossas casas, sem abrir mão da conectividade. Para que isso se concretize, grandes fabricantes de componentes, como Intel e MediaTek, anunciaram esforços conjuntos para a integração de modems 5G aos novos portáteis. E o resultado já poderá ser visto no começo de 2021, quando os fabricantes devem colocar no mercado seus primeiros notebooks compatíveis com essa conexão rápida.

Para 2021, outras novidades interessantes que devemos ver na área de notebooks são os equipamentos com telas dobráveis, que ampliam de forma significativa a área do monitor; baterias com maior duração, elevando a autonomia dos portáteis; e produtos mais leves e compactos, levando ao usuário um nível extra de comodidade.

No mundo dos tablets, o 5G também marcará presença. Afinal, como “primos próximos dos celulares”, sempre compartilharam das tecnologias que chegam para os smarpthones. A Samsung, por exemplo, que, no segundo semestre de 2020, recuperou o segundo lugar no mercado mundial de tablets (de acordo com dados da IDC), já lançou o seu primeiro modelo mundial com 5G, tornando-se um dos primeiros fabricantes a adotá-la nesse tipo de equipamento.

Logicamente os tablets também estão em evolução, com melhoria no seu nível de processamento, telas maiores e até mesmo teclados, tudo isso para também atrair os consumidores mais preocupados com produção de conteúdos e produtividade. O curioso é notar como notes e tablets estão seguindo caminhos parecidos, com uma verdadeira intersecção de recursos. Resta saber qual tipo de plataforma vai prevalecer.

No campo da conectividade, não podemos nos esquecer também da chegada do Wi-Fi 6, uma evolução do Wi-Fi versão N, que oferece a promessa de melhores e mais rápidas conexões (até 9,6 Gb/s, contra até 3,5 Gb/s da versão anterior). E isso também elevará a nossa percepção de qualidade tanto em nossas casas quanto escritórios, em breve. Inicialmente, espera-se que o Wi-Fi 6 atue com o 5G de forma complementar, dependendo do ambiente de conexão (interno ou externo).

Independentemente do tipo de equipamento preferido pelo usuário, notebooks e tablets devem levar até o consumidor uma excepcional qualidade de conexão à internet outdoor ou indoor, com maior velocidade, disponibilidade de equipamentos mais robustos, facilidade de acesso para a computação em nuvem e exibição de vídeos em altíssima definição em telas que estão ainda mais nítidas e claras — ou mesmo em aplicações que ainda estão por surgir, que devem facilitar ainda mais a nossa produtividade.

E você? O que prefere? Notebook ou tablet para navegar em alta velocidade?

Fonte: Canal Tech

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