Não é de hoje que o Brasil está atrasado em relação ao restante do mundo quando o assunto é Indústria 4.0! Demoramos a iniciar o processo de digitalização industrial e, em virtude da crise econômica ocorrida nos últimos anos, o descompasso aumentou. Mas, não podemos imputar toda a culpa desse atraso na crise!

Há mais de duas décadas fizemos pouco em relação a preparar o ambiente para o desenvolvimento tecnológico do nosso parque fabril. O reflexo disso foi a perda lenta e gradual da competitividade! Agora é uma corrida contra o tempo na tentativa de alinhar o compasso entre a inovação e a indústria brasileira. O pior de tudo é que muitos dirigentes ainda não fazem ideia de qual caminho devem seguir!

Pra que lado?

Uma recente reportagem do DCI online mencionou que – de acordo com a 100 Open Startups -, conhecida plataforma que atua como ponte entre as empresas nascentes e as grandes corporações, 43% das empresas nacionais não identificam quais tecnologias apresentam potencial para alavancar a competitividade no setor industrial. Ora, se você não sabe qual caminho seguir, qualquer um está bom!

Desindustrialização precoce

E se isso já não fosse o suficiente, outra reportagem, agora da Folha de São Paulo online, menciona que o Brasil sofre de desindustrialização precoce. O diagnóstico foi feito por meio de um estudo que mapeou – pela primeira vez – a evolução de peso de diferentes segmentos industriais no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ao longo das décadas.

O trabalho “Desindustrialização Setorial e Estagnação de longo prazo da Manufatura Brasileira”, de Paulo César Morceiro (USP) e Joaquim José Martins Guilhoto, apresenta algumas análises interessantes em relação à indústria nacional, e aponta um cenário nada atraente pro futuro, se continuarmos nessa mesma direção.

De acordo com o estudo, em 2018 o setor, como um todo, atingiu a menor participação no PIB desde 1947! Isso mesmo, não está errado o ano: 1947! Representando um recuo para apenas 11,3% menos da metade do pico de 27,3% conquistado no ano de 1986. Será que vale a pena continuar nesse caminho? O que fazer para mudar essa trajetória?

Empreendedorismo digital

Há alguns anos, falar em startups parecia coisa de bicho-de-sete-cabeças! Essa visão tem acompanhado o ritmo da tecnologia e nem assusta mais, como acontecia há quatro ou cinco anos.

Já é realidade a aproximação entre indústria e as empresas nascentes! O motivo é bem simples: se bem orientadas, elas conseguem focar na solução de um problema e apresentar ótimos resultados, como redução de custos e melhorias nos processos que envolvem a produção. Tudo porque são ágeis, atuam em pequenas equipes e têm uma visão ultramoderna do negócio. Bem, se o empresário souber aonde quer chegar, chegará bem com uma ou várias startups! Talvez esse seja um bom remédio para reduzir o mal da desindustrialização!

Cristina Monte
Cristina Monte é jornalista, especialista em Comunicação Empresarial (Cásper Líbero), Responsabilidade Social (FUCAPI) e em Divulgação Científica em Saúde na Amazônia (FIOCRUZ-AM). Além disso, Cristina é graduada em História pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É articulista-convidada e colunista da Coluna Mai$ Negócio$, do Jornal do Commercio e apresenta as notícias da Coluna no AmazonPlay TV Digital. Atualmente, além dos projetos mencionados, a jornalista atua como assessora de Imprensa, palestrante e estuda o curso de Coaching.

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