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O que não fazer na hora de elaborar o currículo

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É hora de atualizar o currículo e conquistar a vaga de emprego. Afinal, com a expectativa da retomada da economia e a flexibilidade na nova Legislação Trabalhista, espera-se que algumas oportunidades de emprego retornem, acompanhando a tendência positiva do mercado.

Mas é aí que mora o perigo: como emplacar o currículo diante de centenas de outros que o (a) recrutador (a) de seleção recebe? São poucas vagas pra muita gente! Bom, vamos eliminar o que não deve ser feito. Assim, erros crassos são evitados, os quais descartariam o candidato na hora.  O currículo tem que ser elaborado como um documento estratégico e, qualquer deslize, pode ser o ponto final. Game over!

Muito prazer

Pode-se dizer que o currículo é o cartão de visitas do profissional que está à procura de colocação no mercado de trabalho, ou seja, ele tem que passar as informações mais importantes sobre seu histórico profissional, sua imagem e ser objetivo.

Nos cartões de visitas a gente bate os olhos e consegue identificar alguns elementos que mostram o universo do seu dono. Exemplos como cor, tipo de papel, fonte usada, enfim, nem precisa ser recrutador (a) para que a gente perceba – nos detalhes – com quem estamos tratando, com qual empresa estamos negociando e assim vai.

Currículo além do profissional

Agora imagina a importância do currículo já que – é por meio dele – que o (a) recrutador (a) terá o primeiro contato com você? Então, o documento precisa ser a extensão do candidato, revelando além de suas experiências profissionais, seu senso de organização, lógica e clareza.

Pra que isso aconteça, o candidato precisa ter à mente que ele não está escrevendo pra ele mesmo. Pra quem atua na área da Comunicação é normal fazer esse exercício: quem é o leitor? Quem é o telespectador? Quem é o ouvinte? Pensar de fora pra dentro!

Assim o conteúdo é direcionado. No currículo não é diferente. É preciso pensar em que vai examiná-lo, como diz a psicóloga Lígia Maria Duque, da Diretoria de Desenvolvimento Humano da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Amazonas (ABRH-AM), “o currículo é a apresentação do candidato, ele leva a primeira impressão. Equivale ao primeiro contato com alguém que você não conhece, deve causar uma boa impressão”.

O que não deve conter

Em primeiro lugar não nomeie o documento de Currículum Vitae, que é o nome em latim, mas caiu em desuso e pode valer a cabeça do candidato, isso porque quem receber o documento pode julgar que a pessoa queira causar uma impressão inflada sobre si mesma, entende? Forçar que tem cultura, conhecimentos e etc. Atualmente as empresas modernas buscam por profissionais que sejam mais naturais e verdadeiros.

Não escreva errado! A língua portuguesa quando escrita de forma incorreta causa uma péssima impressão, pois revela o nível de (des) conhecimento do candidato, mostrando fragilidades e limitações. Gente não existe o verbo “vinher”, desculpa, mas ouço isso o tempo todo, por todas as camadas sociais, inclusive doutores e afins.

Todos nós estamos sujeitos a equívocos, até porque a nossa língua é complexa, entretanto, não dá pra conjugar eu “vinhei”, ele “vinhou”, eles “vinheram”. Isso já é mais pra hora da entrevista, mas não podia perder essa oportunidade de alertar! Falar corretamente ajuda na hora da escrita.

Não coloque os números de documentos, pois você não tem certeza de quem acessará seus dados pessoais. Além disso, não há necessidade de fazer um currículo extenso. Essa parte ficará para a contratação.

Não mencione a pretensão salarial a menos que na vaga haja a solicitação, pois, você pode estar pedindo acima do valor oferecido e como desconhece a carteira de benefícios e/ou possibilidades de crescimento na empresa, pode perder uma boa oportunidade por pouca diferença salarial.

Não seja evasivo, querendo falar tudo e não dizendo nada. Foque nas habilidades que a vaga pede e seja objetivo nas colocações. Em relação a isso, Ligia diz que “em geral a pessoa quer dizer tudo que conhece, detalhar muito, o que deve deixar para a entrevista pessoal, ou o contrário, é muito sucinta e deixa muitas interrogações. O melhor é se ater ao foco do que é solicitado e que despertou o interesse pela vaga, deixando um desejo de saber mais sobre suas competências. Também é um erro usar um currículo padrão para todas as oportunidades que surgem, o melhor é montar um currículo para cada oportunidade”.

Essas são apenas algumas dicas do que você não deve fazer quando elaborar um currículo, evitando ser cortado do processo de seleção. Eliminando esses erros, certamente, suas chances de continuar na disputa da vaga aumentarão, pois terá deixado muitos candidatos pra trás. Siga confiante, o que é seu está guardado! Faça sua parte e confie!

PUBLICADO NO JCAM – JORNAL DO COMMERCIO

Cristina Monte
Cristina Monte é jornalista, especialista em Comunicação Empresarial (Cásper Líbero), Responsabilidade Social (FUCAPI) e em Divulgação Científica em Saúde na Amazônia (FIOCRUZ-AM). Além disso, Cristina é graduada em História pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É articulista-convidada e colunista da Coluna Mai$ Negócio$, do Jornal do Commercio e apresenta as notícias da Coluna no AmazonPlay TV Digital. Atualmente, além dos projetos mencionados, a jornalista atua como assessora de Imprensa, palestrante e estuda o curso de Coaching.

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