Kátia Nemr diz que o estudo procura entender como a demanda vocal dos professores pode ter sido aumentada com mudança do ambiente de sala de aula

Com a pandemia de covid-19, o ensino a distância mudou hábitos e dinâmicas já conhecidas de sala de aula. Atentos a isso, pesquisadores vão analisar possíveis impactos na voz dos professores em decorrência das mudanças em suas atividades profissionais no período de distanciamento social. Os resultados do estudo nortearão as orientações aos mestres, a fim de minimizar impactos negativos em sua saúde vocal.

Jornal da USP no Ar conversa sobre o assunto com a professora Kátia Nemr, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional e coordenadora do Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Voz (LIF Voz) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Ela explica que a motivação em realizar essa pesquisa foi a própria experiência: “Como docentes, nós sentimos o impacto dessa nova realidade de ensino a distância na nossa voz e, observando nossos filhos, que também estão tendo aulas on-line, nós tivemos essa ideia e desenvolvemos o projeto, ajudando os professores a entender as diferenças experienciadas em relação às aulas presenciais e oferecendo materiais de apoio que os auxiliem nesse novo cenário”.

Kátia ressalta que a análise das vozes de professores tem sido feita com frequência nas últimas décadas, o tema é um dos mais estudados mundialmente por pesquisadores, uma vez que o uso vocal desses profissionais é exigido com grande frequência em suas atividades. “Com o distanciamento social, os professores tiveram que se adaptar, ocasionando diversos riscos, como má postura, a altura do computador, ambiente externo ruidoso, o excesso de preparação e gravação de aulas, insegurança em não ver os alunos”, explica a professora. “Todos esses fatores podem interferir e causar altíssima demanda vocal.”

Os estudos foram iniciados há três semanas, via questionário on-line, disponível nas redes sociais do LIF Voz ou diretamente a partir deste link. Qualquer professor, de qualquer nível de educação, público ou privado, pode participar. “A intenção é divulgar materiais de apoio ao maior número de profissionais possível e compreender a realidade que estão vivendo e seus impactos na voz durante este período”, conta a pesquisadora.

Saiba mais ouvindo a entrevista na íntegra.


Jornal da USP no Ar 
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Fonte: Jornal USP

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