Além disso, o produto ajuda a poupar as vidas de animais que morrem ao comer sacolas de plástico. “Caso seja descartado de forma inadequada, os animais que por ventura se alimentarem dessas embalagens não vão sofrer engasgamento, o que ocorre com o plástico convencional, pois vai ser digerido no trato gastrointestinal”, disse Ana.

Para criar o filme, a pesquisadora extrai a fécula do cará e adiciona água e glicerol, para deixar o filme mais fino e transparente. O material ainda passa por um processo com calor, fermentação e pode receber outros ingredientes naturais

Foto: Arquivo pessoal

Outros materiais também são usados para fabricar filmes biodegradáveis como esse, a exemplo da mandioca e da casca da banana. “A vantagem é que agrega valor à cultura do cará e abre portas às outras culturas para a produção desse filme. São alternativas sustentáveis ao plástico tradicional, que utiliza derivados do petróleo”, disse.

Outro benefício é que a embalagem feita do cará poderia mudar de cor quando o alimento embalado estivesse estragado. “Como o cará é rico em antocianina, estamos desenvolvendo com ele uma embalagem ativa capaz de indicar ao consumidor se o alimento embalado está apto ao consumo”, explicou a pesquisadora.

Ana, que faz doutorado em Agronomia Tropical na Universidade Federal do Amazonas, está contando com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa), local onde a pesquisa é desenvolvida.

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