Em entrevista à TV, vice-presidente de Recursos Humanos do grupo, João Senise, disse que foi o dia mais triste na história da empresa

A morte brutal de João Alberto Freitas Silva, o João Beto, de 40 anos, após ser espancado por seguranças de uma loja Carrefour em Porto Alegre (RS), na última quinta-feira (19/11), trouxe a público o posicionamento de alguns dos representantes do Grupo Carrefour no Brasil.

Neste domingo (22/11), em entrevista ao programa Fantástico, o vice-presidente de Recursos Humanos do grupo, João Senise (foto em destaque), afirmou que todos sentem vergonha do que aconteceu. E prometeu dar todo o apoio à família de João Beto.

“Gostaria de reforçar um profundo pedido de desculpas pelo que aconteceu. O que aconteceu é lamentável. Nós, do Carrefour, temos vergonha do que aconteceu. Foi, sem dúvida, o dia mais triste na história do Carrefour”, lamentou Senise.

Segundo ele, o funcionário que estava responsável pela gestão da loja na ocasião do crime já foi demitido. “E depois temos mais duas pessoas que estão afastadas nesse momento, que, aparentemente, estavam diretamente envolvidas com a ocorrência”, conta.

Senise ainda afirmou que o grupo tem inteira responsabilidade pelas empresas com as quais trabalha e que vai rever contratos com empresas de segurança.

Questionado se a culpa da morte de João Beto pode ser atribuída ao Carrefour, ele disse: “Se, no final das contas, o que aconteceu vai se configurar numa responsabilidade criminal do Carrefour ou não, eu aguardo a opinião das autoridades competentes”.

O vice-presidente de RH destacou, ainda, que a empresa já entrou em contato com a família, mais precisamente com o pai de João Beto. “E nos colocamos à disposição. Não vai reparar a perda da vida do João Alberto, mas é sem dúvida o mínimo que podemos fazer pela família”, concluiu.

Homem branco e privilegiado

Nesse sábado (21/11), o Grupo Carrefour no Brasil já havia se pronunciado publicamente. Em espaço pago durante intervalo do Jornal Nacional, na TV Globo, Noel Prioux, presidente do grupo, pediu deculpas pela “tragédia de dimensões incalculáveis” e prometeu ações para combater o racismo estrutural no Brasil.

Prioux disse que o assassinato de João Beto está além de sua compreensão. “Como homem branco e privilegiado que sou”, ressaltou.

Protesto em frente à rede de supermercados, na 402 SulJacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

Manifestantes em frente ao Carrefour da 402 Sul, em Brasília – Crédito: Anderson Costolli/Metrópoles

Fonte: Metropoles

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