O SBT sem Silvio Santos: um vazio difícil de preencher
Não tem como ignorar: desde que Silvio Santos partiu, o SBT mergulhou em uma turbulência raramente vista. Em agosto de 2025, completa um ano sem o maior ícone da televisão brasileira. Sem ele, a emissora perdeu mais do que um apresentador carismático: perdeu sua bússola.
Silvio sempre foi quem tomava as decisões finais, mexia na grade, surpreendia diretores e dava aquele toque pessoal que fazia o SBT ter identidade. Agora, quem vê a programação sente o clima pesado de incerteza – você muda de canal e descobertas repentinas, quadros sendo removidos de forma quase improvisada, e muita gente olhando para a tela com aquela cara de "ué?".
A diferença é visível nos números. O SBT, que sempre brigou de igual para igual com a Record pelo segundo lugar, hoje aparece mais ameaçado pela Band, situação antes impensável. Quem trabalha nos bastidores também sente: demissões cortando mais de 100 funcionários, diretores veteranos saindo, áreas inteiras desmontadas. Muitos dos nomes fortes, como Murilo Fraga (depois de quase 40 anos de casa), Ariel Jacobowitz e José Roberto Maciel, simplesmente não aguentaram as mudanças e seguiram caminho fora dali.
Reviravoltas internas e instabilidade no ar
A instabilidade se repete nas decisões do alto escalão, agora sob o comando de Daniela Beyruti. A presidência mudou de mãos, mas o SBT parece nunca se decidir. Um dos exemplos mais marcantes foi a dança de cadeiras dos programas matinais. No início de agosto, a emissora anunciou mudanças drásticas: troca de horários do jornalismo, programa infantil "Bom Dia & Cia" pegando a faixa de almoço na Grande São Paulo. Só que, duas horas depois, tudo foi anulado. E o público? Fica perdido e desmotivado.
Claro que o SBT já mostrava sinais de cansaço antes. As apostas em novos formatos continuam tímidas. O que salva um pouco a audiência são os velhos conhecidos: reprises de novelas mexicanas e do eterno "Chaves". Mas ninguém aguenta só revirar o baú. Quem liga a TV quer novidade, segurança, um laço renovado com a programação – e isso está bem longe de acontecer por lá.
A direção até tentou justificar: "mudanças são necessárias para sobreviver no mercado atual". Mas do outro lado, falta clareza sobre para onde a emissora quer ir. O mercado sente, o público percebe. O legado gigantesco deixado por Silvio Santos, esse sim continua presente, provocando saudade e lembrando que a falta não é apenas de um apresentador, e sim, de um comandante capaz de unir todas as peças do SBT. Sem essa liderança firme, a rede enfrenta o desafio mais complicado da sua história – e não dá para prever se sairá dessa mais forte ou apenas sobrevivendo na sombra de seus melhores anos.
André Romano Renon Delcielo
agosto 20, 2025 AT 00:56Um ano sem o Silvio e ainda tá trocando horário de programa e depois desfazendo? Sério?
Isso não é gestão, é caos controlado por quem nem sabe que tá no controle.
Rafael Oliveira
agosto 21, 2025 AT 14:14Agora, tudo é KPI, métrica, algoritmo... e esqueceram que o público sente.
Quem faz TV não vende produto, vende emoção. E o SBT está vendendo vazio.
Fernanda Souza
agosto 22, 2025 AT 23:28Se o Chaves ainda rola, pelo menos é um sinal de que ainda tem memória afetiva.
Podemos ajudar a reconstruir, mas só se a gente der o primeiro passo: assistir, comentar, engajar.
Miguel Sousa
agosto 23, 2025 AT 19:22Quem quer ver Chaves de novo? Cadê o novo programa que não seja cópia de 1998?
Brasil tá no século 21 e o SBT tá no tempo do pão de queijo no ar.
Adílio Marques de Mesquita
agosto 24, 2025 AT 20:49Silvio Santos operava como um *cultural architect* - não apenas um CEO.
A ausência de um *narrative anchor* gerou um *content vacuum*, e a gestão atual opera em modo reactivo, não estratégico.
É um colapso de identidade organizacional em tempo real.
Beatriz Carpentieri
agosto 25, 2025 AT 04:15mas acho que ainda dá pra mudar!
Se a gente falar mais, se a gente engajar, se a gente mandar mensagem pra eles... talvez a gente consiga fazer o SBT voltar a ser aquele lugar que a gente ama.
Eu acredito, e você?
NATHALIA DARZE
agosto 27, 2025 AT 03:47Ele era o elo entre o passado e o presente.
Quem está no comando agora precisa ouvir os veteranos, não só cortar custos.
Alvaro Machado Machado
agosto 29, 2025 AT 02:41Agora, a gente só liga pra ver se o Chaves tá passando.
É triste, mas acho que o povo ainda ama esse canal.
Só precisa de alguém que acredite de novo.
Wallter M.souza
agosto 29, 2025 AT 03:41É só um ano!!!
Isso aqui é uma oportunidade de renascimento!!!
Quem tá comigo?
Vamos criar uma campanha #SalveOSBT com memes, vídeos, cartas?!
SE A GENTE SE MOVER, A GENTE MUDA TUDO!!!
EU ACREDITO NISSO!!!
Fabricio Sagripanti
agosto 31, 2025 AT 01:07Um rei morreu.
Os herdeiros não têm coroa.
Os conselheiros estão divididos.
A população clama por um novo Oráculo.
E o que a direção faz? Troca o horário do Bom Dia & Cia... e depois desfaz.
Isso não é TV. É um circo sem palhaço.
tallys renan barroso de sousa
setembro 1, 2025 AT 02:53Os executivos são peões.
Os programas são lixo.
Os espectadores estão indo pro YouTube.
Se não tiver um visionário de verdade, o SBT vira um museu de nostalgia.
E ninguém quer visitar um museu que não tem nada novo pra mostrar.
alexsander vilanova
setembro 2, 2025 AT 02:27É só ficar olhando pro passado e reclamar.
Se o Silvio tivesse feito isso, o SBT não existiria hoje.
Ele inovava.
Agora tá tudo parado.
E aí, quem tá fazendo algo?
Vanderli Cortez
setembro 4, 2025 AT 00:28As alegações sobre a perda de identidade institucional são subjetivas e não correlacionadas com dados de audiência ajustados por faixa etária.
Ademais, a referência ao legado de Silvio Santos constitui uma falácia de apelo à autoridade.
Júlio Ventura
setembro 5, 2025 AT 00:00Sim, o Silvio era único.
Mas a TV não é só de um homem.
Se a equipe de dentro ainda tem paixão, se os fãs ainda ligam...
isso é semente.
É só preciso alguém que semeie com calma, com respeito, com ouvido aberto.
Eu acredito que o SBT ainda pode ser lar de muita gente.
É só não desistir.