Rincón não se cala e expõe crise do Santos após novo tropeço
Uma derrota em clássico já pesa. Quando ela acontece em meio a um momento delicado como o que vive o Santos, vira combustível para cobrança. Depois de perder para o Corinthians no Paulistão, o venezuelano Tomás Rincón não segurou as palavras: exigiu mais empenho do time, criticando a falta de resposta coletiva e mostrando que a situação vai além do resultado ruim.
O clima no time da Vila não anda fácil desde a queda para a Série B, a primeira em mais de 100 anos de história. Rincón, que voltou do departamento médico justamente nesse jogo, tentou empurrar seus companheiros, mas viu um Santos pouco efetivo. A equipe foi escalada de maneira alternativa pelo técnico, apostando na força de jovens e alguns retornos importantes, como Rincón e Soteldo, mas a falta de entrosamento ficou visível. Mesmo com oportunidades de ataque, a bola teimava em não entrar. Rincón deixou claro: não basta só vontade, precisa organização, e o elenco deve assumir a responsabilidade.
Pressão sobre os bastidores e incerteza do elenco
O discurso do venezuelano expõe a pressão que a nova diretoria enfrenta. O presidente Marcelo Teixeira assumiu o clube prometendo reestruturação para devolver o Santos à elite, mas até agora o torcedor percebe mais dúvidas do que esperança. A situação financeira aperta, salários pesam no orçamento e a sombra de possíveis saídas de peças importantes — como o próprio Tomás Rincón — preocupa a comissão técnica. Boatos de transferência para times da Major League Soccer (MLS) dos Estados Unidos circulam nos bastidores, potencializados tanto pelo momento financeiro quanto pela valorização do jogador. Até quando o volante segue na Baixada? A resposta é incerta, embora seu contrato ainda tenha validade até o fim do próximo ano.
Rincón faz questão de reforçar, a todo momento, seu papel de liderança dentro e fora de campo. Sabe da responsabilidade que carrega tanto pela experiência quanto pela confiança da torcida. Mas sozinho, ele próprio destaca, nada muda. O desafio agora é conquistar um elenco mais engajado, dar liga no grupo e não permitir que o Santos se acomode na Série B, cenário inédito e indigesto para o clube. Fica claro que discursos e cobranças públicas como a do meio-campista podem ser gatilho para mudanças, mas também podem alimentar a instabilidade caso a resposta dentro de campo demore a aparecer.
Ficou um recado no ar não só para o vestiário, mas para a presidência, comissão técnica e torcedores: o Santos precisa mudar — rapidamente — se quiser evitar uma crise ainda maior no ano do seu centenário de rebaixamento.
bruno DESBOIS
maio 20, 2025 AT 08:39Mano, o Rincón tá falando a verdade que todo mundo tá pensando mas não tem coragem de dizer. O Santos tá mais perdido que cachorro em rodovia. Não é só falta de gol, é falta de alma. Essa galera tá jogando como se tivesse no treino de segunda à tarde, sem pressão, sem fome. E o pior? A torcida ainda acredita que vai virar o jogo com um passe mágico. Cadê o planejamento? Cadê a estrutura? Isso aqui já virou reality show de desastre.
Bruno Vasone
maio 22, 2025 AT 06:13Essa história de liderança é pura poesia. O cara volta do machucado e acha que vai resolver tudo com um discurso. O time tá ruim porque o técnico tá ruim, não porque o Rincón não gritou o suficiente.
Daniela Pinto
maio 22, 2025 AT 20:59Interessante como a análise se concentra na liderança individual, mas ignora o sistema organizacional que falhou. O modelo de gestão do clube, desde a contratação de técnicos até a política de jovens, é sistemicamente incoerente. Rincón é um sintoma, não a causa. A crise é estrutural - e não pode ser resolvida por um volante de 36 anos, por mais que ele tenha carisma. Precisamos de um diagnóstico de gestão esportiva, não de um discurso emocional.
Diego Basso Pardinho
maio 23, 2025 AT 08:36Tem gente que acha que liderança é gritar no vestiário. Mas liderança é construir, é escutar, é criar um ambiente onde o jovem que entrou hoje se sinta seguro pra errar e aprender. O Rincón tá tentando, mas sem apoio da diretoria, sem plano de desenvolvimento, sem respeito ao processo... ele tá sozinho num barco furado. E aí? O que a gente espera? Que ele salve o clube com a força do espírito? A gente precisa de estratégia, não de herói.
André Romano Renon Delcielo
maio 23, 2025 AT 23:41Putz, o Rincón tá mais preocupado em ser o protagonista do que em jogar. Já viu ele correndo atrás da bola? É mais fácil falar do que fazer, né? Tá na hora de ele ir pro MLS e deixar o Santos de vez, tá mais confortável lá nos EUA, hein? 😏
Rafael Oliveira
maio 24, 2025 AT 06:39Essa crise não é só do Santos. É da sociedade brasileira. A gente quer heróis, mas não quer investir em estrutura. A gente quer resultados imediatos, mas não quer pagar o preço do tempo. O Rincón é um símbolo de resistência, mas o sistema que o engoliu é o mesmo que engole todo jovem que nasce com sonho e termina com dívida e desilusão. O futebol só reflete o que somos: um povo que canta no samba e esquece na segunda-feira.
Fernanda Souza
maio 25, 2025 AT 17:38Se o time tá desmotivado, aí é hora de a comissão técnica entrar com atividade psicológica, não com cobrança pública. Rincón tá fazendo o que pode, mas o técnico precisa criar vínculo, não só escalação. Jogadores jovens precisam de confiança, não de pressão. Vamos apoiar o processo, não só apontar falhas. O Santos ainda tem tempo - mas só se agir com inteligência, não com emoção.
Miguel Sousa
maio 26, 2025 AT 18:17o rincón é um puto de 36 q ainda joga? kkkkkk isso é vergonha. o santos tá na serie b pq é um clube de pobre, de atrasado, de quem nao sabe gerir. ele ta aí só pra encher o saco. vai pro usa, seu ancião, e deixa os jovens jogarem sem esse peso de velho que nao entende mais nada. brasil é lixo, futebol é lixo, santos é lixo. ponto final.