Thais Carla perde 60kg após cirurgia bariátrica e volta ao balé

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Thais Carla perde 60kg após cirurgia bariátrica e volta ao balé
Adrielle Estheffane set 27 2025 6

Thais Carla, conhecida por seus vídeos de dança nas redes sociais, abriu o coração sobre a transformação que está vivendo. Aos 33 anos, a mãe de duas meninas resolveu submeter‑se à cirurgia bariátrica para mudar de vida, e o resultado tem sido impressionante: de 170 kg para 110 kg em menos de um ano.

A jornada antes da cirurgia

Antes mesmo de entrar na sala de operação, Thais já encarava a balança como inimiga. Seguindo recomendações médicas, ela passou por um programa de reeducação alimentar que lhe rendeu uma perda de peso de 30 kg. Esse preparo foi fundamental para reduzir os riscos da cirurgia e demonstrar disciplina ao longo do processo.

O procedimento, um bypass gástrico, foi realizado no dia 28 de abril de 2025, no Hospital Aliança Star, em Salvador. A escolha pela técnica veio depois de muita conversa com cirurgiões, nutricionistas e endocrinologistas, que explicaram como o pequeno estômago e o desvio intestinal limitariam a absorção de calorias.

O que motivou Thais? “Queria ter mais energia para brincar com minhas filhas, Maria Clara (7) e Eva (4), e voltar a dançar”. Ela destaca que a decisão foi tomada em casa, com o apoio do marido Israel Reis, e não por pressão externa.

Desafios e conquistas após a bariátrica

Desafios e conquistas após a bariátrica

Os primeiros dias pós‑operação foram marcados por uma relação totalmente nova com a comida. A dieta foi dividida em fases rigorosas:

  • Fase 1 (0‑7 dias): apenas líquidos claros, como água, chá sem açúcar e caldos leves.
  • Fase 2 (8‑21 dias): líquidos mais densos – sopas batidas, iogurtes sem gordura e proteína em pó diluída.
  • Fase 3 (22‑50 dias): alimentos pastosos e purês, incluindo purê de batata, frutas amassadas e carnes bem cozidas.
  • Fase 4 (a partir de 51 dias): introdução gradual de sólidos macios, como legumes cozidos, frutas frescas picadas e carne magra bem mastigada.

Todo esse plano foi monitorado por nutricionista e endocrinologista, que ajustavam as porções e os suplementos vitamínicos diariamente. Thais descreve o momento em que precisou “mastigar cada pedaço como se fosse o último”, um contraste brusco com seus hábitos anteriores de refeições rápidas e abundantes.

Passados cinco meses da operação, a influencer voltou ao estúdio de balé onde começou sua carreira. A primeira aula foi adaptada: passos menores, mais pausas, e atenção redobrada à postura para evitar sobrecarga nas articulações ainda em recuperação. Ainda assim, a emoção de sentir o corpo mover-se ao som da música superou qualquer desconforto.

Além da dança, Thais compartilhou nas redes a mudança de numeração de roupa: de 66 para 54, um salto significativo que gerou milhares de curtidas e mensagens de apoio. Embora tenha enfrentado críticas de alguns seguidores que a viam como “contrária ao movimento body‑positive”, a maioria elogiou sua coragem e transparência.

O apoio da família tem sido constante. Israel, marido de Thais, confirmou em entrevista que a recuperação está dentro do esperado e que a influenciadora sente mais disposição para acompanhar as atividades das crianças. A equipe multidisciplinar, composta por cirurgiões, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, continua acompanhando a evolução, garantindo que a perda de peso seja saudável e sustentável.

Thais também mencionou a importância de cuidar da saúde mental durante a transição. Ela começou a fazer terapia para lidar com a nova imagem corporal e as expectativas que surgem ao alcançar metas tão ambiciosas. “Não é só o corpo que muda, é a forma como você se vê no espelho”, explicou.

Enquanto ainda está longe de atingir o peso ideal que almeja, a influencer celebra cada quilograma que deixa para trás como vitória pessoal. Cada refeição consciente, cada passo de balé e cada dia de energia renovada confirmam que a escolha feita por ela e sua família foi acertada.

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Adrielle Estheffane

Sou jornalista especializada em notícias diárias do Brasil. Gosto de explorar e escrever sobre eventos atuais e suas implicações na sociedade. Minhas reportagens buscam informar e provocar reflexão nos leitores, sempre com um olhar crítico e detalhado.

6 Comentários

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    Fernanda Souza

    setembro 28, 2025 AT 15:13

    Isso aqui é inspiração pura, sério. Não importa quantas vezes você já viu histórias de transformação, quando a pessoa tá lá, dançando de novo depois de tudo, dá um nó na garganta. Eu também tive que mudar tudo depois da minha cirurgia, e o balé? Nunca pensei em voltar. Mas ela? Ela provou que o corpo pode ser refeito, e a alma também. Parabéns, Thais.

    Se alguém te disse que isso é ‘vaidade’, é porque nunca sentiu o peso da própria vida te esmagando. Você não tá fazendo isso por Instagram, tá fazendo por vida.

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    Miguel Sousa

    setembro 29, 2025 AT 01:59

    Mano, isso aqui é só mais um caso de ‘bota o corpo na balança e vira influencer’. 60kg é muito, mas e os 40kg que voltam depois de 2 anos? Essa galera só quer viralizar com dor. E ainda falam que é ‘coragem’... Quando é só um negócio de cirurgia + dieta de pobre que não pode comer pão. O balé? Tá só pra foto. E o corpo? Vai virar uma casca vazia com deficiência de vitamina D e fome emocional. O sistema tá vendendo isso como ‘heroína’, mas é só mais um produto de saúde piorada.

    Quem acha que isso é saudável tá enganado. E sim, eu sou médico. E sim, eu vi 100 casos iguais acabar em depressão.

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    Adílio Marques de Mesquita

    setembro 29, 2025 AT 18:28

    Esta narrativa transcende a mera perda de massa corpórea e se alinha com uma epistemologia da autotransformação somática, onde o corpo se torna um palimpsesto de agência individual e disciplina biopolítica. A cirurgia bariátrica, enquanto tecnologia de intervenção metabólica, opera como um dispositivo de reconfiguração subjetiva - não apenas do peso, mas da subjetividade corporal.

    A retomada da prática do balé, por sua vez, constitui um ato performático de re-inscrição simbólica: a dança como resistência à patologização do corpo obeso, e como reafirmação da corporeidade estética como direito humano. A adoção de uma dieta estratificada em fases, com supervisão multidisciplinar, demonstra uma adesão à normatividade médica contemporânea, mas também uma reivindicação de autonomia epistêmica - ela não apenas segue protocolos, ela os reinterpreta.

    Essa é uma nova forma de biopolítica feminina: não mais passiva, mas produtiva. E a terapia? É o epílogo necessário. O espelho não é o inimigo - é o testemunha.

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    Beatriz Carpentieri

    outubro 1, 2025 AT 02:44

    MEU DEUS QUE LINDO 😭 eu to passando por algo parecido e isso me deu um ânimo danado! Tô com 40kg perdidos e ainda tô na fase 3, mastigando cada pedaço como se fosse o último... e sim, é difícil, mas quando eu vejo isso aqui, eu lembro que vale a pena.

    Eu também tenho duas filhas, e a gente brinca de dançar na sala. Ela tá me ensinando passos e eu tô aprendendo a gostar do meu corpo de novo. Ninguém precisa ser magra pra ser feliz, mas eu tô feliz assim, e isso conta. Muito obrigada, Thais, por mostrar que é possível!

    P.S.: Achei que tinha acabado com as roupas de 66, mas hoje comprei uma 56... e chorei no vestiário. Valeu mesmo.

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    NATHALIA DARZE

    outubro 1, 2025 AT 16:20

    Os suplementos de vitamina B12, ferro e cálcio são essenciais pós-bariátrica. A deficiência pode causar fadiga, anemia e problemas neurológicos. Monitore os níveis a cada 3 meses. A dieta de fases está correta, mas atenção: proteína mínima de 60g/dia. Não pule refeições. E sim, terapia é obrigatório, não opcional.

    Parabéns pela jornada. Mas lembre: o peso ideal é uma meta, não uma obrigação. Saúde é o foco.

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    Alvaro Machado Machado

    outubro 2, 2025 AT 02:01

    Essa história me tocou de verdade. Eu não tenho nada a ver com balé ou cirurgia, mas vi minha irmã passar por isso e sei como é o dia a dia: dor, medo, vontade de desistir, e aí, de repente, um passo, um sorriso, uma dança com as filhas... isso é o que importa.

    Se alguém ta criticando, tá só com inveja da coragem dela. Ela não tá pedindo aplauso, tá vivendo. E isso é lindo. Parabéns, Thais. E pra quem tá nessa luta também: você não tá sozinho. Eu te vejo.

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