Traficante 'Professor', principal fornecedor de armas do Comando Vermelho, é morto com tiro na cabeça no Complexo do Alemão

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Traficante 'Professor', principal fornecedor de armas do Comando Vermelho, é morto com tiro na cabeça no Complexo do Alemão
Adrielle Estheffane jun 2 2025 6

O enigma da morte de 'Professor' no coração do Comando Vermelho

Era madrugada de sábado, 1º de junho de 2025, quando uma notícia balançou as estruturas do tráfico de drogas no Rio: Fhillip da Silva Gregório, apelidado de 'Professor', foi encontrado morto com um tiro na cabeça no Complexo do Alemão. Sem qualquer operação policial ou tiroteio acontecendo na área naquele momento, a pergunta paira no ar: o que realmente aconteceu?

Segundo a versão da namorada, única testemunha da cena, 'Professor' estava enfrentando uma batalha silenciosa contra a depressão e o alcoolismo. Ela afirmou que ele se suicidou após uma crise, entregando voluntariamente a arma para a polícia. Mas quem conhece o histórico do tráfico carioca sabe que nem tudo é tão simples quanto parece.

O braço forte do Comando Vermelho no tráfico de armas e drogas

'Professor' era mais do que só um soldado do crime. Ele era conhecido como o cérebro logístico da maior facção criminosa do Estado, cuidando de tudo que envolvia fornecimento de armas, drogas e munições para os chefes do Comando Vermelho. Seu território de atuação ia de Seropédica ao Complexo do Alemão e Nova Brasília. Foi graças à sua habilidade em negociações, manipulação de rotas e contatos que ele se tornou o elo vital entre fornecedores e chefes do CV.

Interceptações telefônicas feitas pela polícia trazem detalhes desse poder: Professor supostamente comandava remessas milionárias de cocaína e articulava acordos com policiais militares. Não era incomum que dinheiro sujo circulasse por suas mãos, alimentando o esquema de corrupção que sustenta o tráfico no Rio. O nome dele também aparece nos arquivos de investigações de lavagem de dinheiro e homicídios que movimentam o submundo.

  • Em 2012, ele já planejava rotas para financiar operações, tendo sido flagrado pela polícia com livros-caixa listando cifras e nomes ligados ao tráfico na Nova Brasília.
  • Três anos depois, em 2015, foi pego em uma batida em Seropédica, que resultou na apreensão de 100 kg de cocaína prontos para abastecer morros cariocas.
  • Mesmo com passagens pela cadeia, conseguiu fugir em 2018, sendo foragido desde então e alvo de diversos mandados por crimes que vão do tráfico ao homicídio.

Estranhamente, para alguém tão importante no organograma do crime, sua morte aconteceu sem o ruído típico de execuções ou acerto de contas. Não há, até o momento, provas de conflito entre facções ou emboscadas por parte de rivais.

Agora, a polícia se debruça sobre balística, perícias e depoimentos, tentando decifrar se o fim do Professor foi resultado da pressão de liderar operações sob constante ameaça ou se há um novo capítulo de traições internas dentro do próprio CV. O que é certo: a morte desse personagem abala estruturas e pode desencadear disputas por territórios – com consequências imprevisíveis para a rotina dos moradores das comunidades envolvidas.

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Adrielle Estheffane

Sou jornalista especializada em notícias diárias do Brasil. Gosto de explorar e escrever sobre eventos atuais e suas implicações na sociedade. Minhas reportagens buscam informar e provocar reflexão nos leitores, sempre com um olhar crítico e detalhado.

6 Comentários

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    Daniela Pinto

    junho 3, 2025 AT 16:54
    O que mais me deixa gelado é que ele era o cérebro logístico... Se ele morreu assim, sem barulho, quer dizer que alguém dentro do CV tá com a mão na massa e não tá brincando. Essa não foi suicídio, foi um ajuste de contas disfarçado de luto.
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    Diego Basso Pardinho

    junho 5, 2025 AT 12:33
    A gente fala de tráfico, armas, corrupção... mas esquece que por trás de todo esse sistema há pessoas que se desgastam até virar pó. Se ele estava deprimido, alcoólico, isolado - isso é um crime também. A sociedade constrói monstros e depois se espanta quando eles caem.
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    André Romano Renon Delcielo

    junho 7, 2025 AT 07:21
    Ah, claro, suicídio. Tá bom, mano. A namorada tá com o pé na porta da delegacia e o cérebro no modo "me salva". Se ele tava tão desesperado, por que não deixou um bilhete? Porque ele sabia que se morresse, o CV ia achar que ele traiu. E aí, tudo vira teoria da conspiração.
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    Rafael Oliveira

    junho 7, 2025 AT 10:33
    Ninguém quer encarar a verdade: esse tipo de poder não se sustenta sem sangue. O Professor era um símbolo - e símbolos são sempre eliminados quando deixam de ser úteis. A depressão dele pode até ser real, mas não foi a causa da morte. Foi a consequência. A causa? O sistema que ele alimentou.
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    Fernanda Souza

    junho 8, 2025 AT 00:49
    Se isso for verdade - que ele se matou -, a gente precisa parar de glorificar esses caras. Eles não são heróis, nem vilões. São homens que escolheram um caminho que não tem saída. A gente pode condenar, mas também pode sentir pena. E aí, talvez, a gente comece a mudar algo.
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    Miguel Sousa

    junho 8, 2025 AT 12:30
    Bom, se ele tava deprimido, pq n se matou em casa? Tava no Alemão, com arma na mão, e aí "só" se matou? Credo, isso é pura farsa. Se fosse um branco, a polícia já tinha feito um boletim de ocorrência de suicídio. Mas como é traficante, aí vira conspiração. Tá tudo errado nesse país.

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